quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Serra zomba da população

Chega a ser um escárnio - de acordo com mestre Aurélio, "zombaria, menosprezo, desprezo, desdém" para com a população - o governador José Serra (PSDB) programar gastar R$ 204 milhões em propaganda nesse ano em que disputa a presidência da República e afirmar que seu governo é discreto e faz questão de não usar a máquina pública para se promover.

"Tucano é nota 100 em esconder a autoria das coisas. Nem todo mundo na política do Brasil é nota 100 nessa matéria, pelo contrário. O material (escolar) é de muito boa qualidade, esconde o nome do governo", assinalou o presidenciável ao anunciar pequenas obras em escolas, numa cerimônia que desmentia o que ele afirmava: no palco em que falava estava exposto um kit escolar a ser entregue aos alunos da rede pública no qual todo o material trazia o logotipo de seu governo.

Serra ainda foi mais longe: "Tucano é avesso a fazer publicidade quando está no governo. Não se pode dizer que a gente usa a máquina governamental para promover sequer o governo, que dirá o partido. Os tucanos são imbatíveis nessa matéria. Está no DNA. É uma virtude".

Cadê o desmentido?

Como sabe que tem a cumplicidade ou, no mínimo, a omissão da mídia, Serra se dá ao luxo de ter um comportamento de farsante e de falar bobagens como essa de que está no DNA dos tucanos não fazer publicidade nem do governo e nem do partido.

Chega a ser cinismo, mas passou e vai passar batido. Não houve nenhuma manchete de 1ª página, tampouco articulistas e comentaristas o desmentindo, apesar disso poder ser feito com fatos concretos - o kit escolar no palco ao seu lado enquanto ele falava. Mais uma prova de que Serra e seu partido têm o apoio da maior parte da grande mídia

O PAC que só o PSDB não vê

A presidenta nacional em exercício no PSDB, senadora Marisa Serrano (MS) baixou o nível ao falar em terrorismo na nota-resposta à afirmação da ministra Dilma Rousseff, de que a oposição se vencesse a eleição de outubro extinguiria o PAC, o Bolsa Família e outros programas sociais do governo Lula.

Só pode ser piada, porque a ministra simplesmente repetiu o que o presidente nacional tucano, senador Sérgio Guerra (PE) disse à VEJA, ou seja, que os tucanos no governo acabarão com o PAC. Guerra até justificou a decisão tomada "porque o PAC não existe", o que Marisa confirma explicando que para eles o programa é só um "slogan publicitário" sem "foco nem objetivo".

Então, a ministra estava no Vale do Jequitinhonha entregando uma barragem em Jenipapo de Minas, uma das muitas obras do PAC, que não existe? Haja paciência! Essa discussão só revela o grau de alienação dos tucanos.



Negar a existência do PAC apenas repete o erro que cometeram ao contestar a existência e fazer de tudo para inviabilizar o Bolsa Família, lembram? Com apoio quase unânime da mídia. Essa é a linha de campanha dos tucanos - sem propostas e sem programas para o país

Franco no BC e Guerra ministro da Fazenda


Pelo que se vê e lê, e pela manutenção da questão na agenda por tanto tempo, antes de viajar de férias para os Estados Unidos, o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE) fez um estrago violento na candidatura presidencial tucana (e da oposição) do governador José Serra. É o caso de se resgatar o dito popular que com aliado assim Serra nem precisa de adversário.

Com a entrevista do senador a VEJA - de três semanas atrás! - agora os tucanos, mestres da dissimulação, querem desviar o assunto, negar o óbvio, passar à opinião pública que Sérgio Guerra não disse o que efetivamente disse. Como? Criaram uma celeuma, desencadearam uma enxurrada de notas porque a ministra Dilma Rousseff repetiu em público que eles vão acabar com o PAC.

Mas foi justamente o Sérgio Guerra que falou isso a VEJA! Além de afirmar que ia acabar com o PAC caso chegassem ao governo, o presidente nacional do PSDB disse muito mais: que se chegassem lá iriam mudar toda a economia, começando pelas políticas monetária, fiscal e cambial.

Vejam a declaração textual do senador sobre o PAC: "O PAC, na verdade, nós vamos acabar com ele". E sobre as mudanças na política econômica que eles já decidiram: "Iremos mexer na taxa de juros, no câmbio e nas metas de inflação". Tanto é fato que Guerra acabou recebendo apoio imediato de uma das maiores estrelas econômicas do tucanato, de Gustavo Franco (presidente do Banco Central nos governos FHC), levando o pânico ao meio empresarial.

Já pensaram Gustavo Franco de novo no Banco Central e Sérgio Guerra ministro da Fazenda?

Comparar Lula x FHC sim. Sempre

Balanço de emprego divulgado pelo Ministério do Trabalho prova que a economia brasileira sob o governo Lula, a despeito da brutal crise econômica internacional, criou em 2009 quase um milhão de empregos com carteira assinada - 995 mil.

O número de vagas criadas em um ano - e com dificuldades na economia - por Lula é superior em 20% aos 800 mil postos de trabalho criados nos quatro anos do último mandato de FHC.

Divulgado o balanço, rapidamente temos mais uma pérola do nosso jornalismo, agora, através do colunista Clóvis Rossi do Folhão que proclamou hoje a máxima: "comparar uma gestão com outra pode ser até estratégia eleitoral, mas não é o que o país necessita. A comparação que deveria ser feita, sempre, é entre os resultados obtidos e as necessidades da pátria amada."

Rossi se refere aos números de emprego entre o governo Lula e o de FHC, e tenta convencer seus leitores de que o prometido pelo candidato Lula - 10 milhões de empregos - não foi conquistado, como se esse governo já tivesse terminado e 2010 não entrasse na conta.

Ele não menciona os 995 mil empregos gerados no país no ano passado com carteira assinada; tampouco registra que o governo conquistou esse feito depois de uma crise financeira internacional; e mais com inflação baixa, superávit e dívida sob controle, reservas externas de quase US$ 250 bilhões e sem recessão

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Insatisfeitos, 57% dos paulistanos deixariam SP se pudessem, diz pesquisa



Arthur Guimarães - Do UOL Notícias - Em São Paulo.



Um estudo encomendado pelo Movimento Nossa São Paulo ao Ibope mostra que a falta de qualidade de vida na metrópole está aborrecendo cada vez mais a população paulistana. Como indica a análise, problemas como a palpitante violência, a carência nos serviços públicos e a falta de consciência coletiva transformam a capital em um lugar quase insuportável.Dentre as informações tabuladas, um dos dados mais chocantes aponta que 57% dos habitante mudariam de município se pudessem.



As preocupações na cidade



Violência e alagamentos são os maiores medos dos paulistanos


Divulgada nesta terça-feira (19), a pesquisa por amostragem foi feita em dezembro do ano passado e entrevistou 1.512 pessoas, cobrindo todas as regiões de São Paulo e mesclando perfis variados em relação ao sexo, grau de instrução, cor, estado civil e renda. Com base em itens referentes à qualidade de vida sugeridos por quase 40 mil pessoas, os entrevistados fizeram um diagnóstico da relação que estabelecem com São Paulo. No geral, em uma escala de 1 a 10, os paulistanos deram, em média, a nota 4,8 para avaliar o grau de satisfação com a capital. Dos 174 temas sondados, apenas 39 tiveram "nota azul".


Urbanismo e locomoção


77% dos paulistanos reprovam políticas de transporte


Para Oded Grajew, membro da secretaria executiva da entidade e um dos responsáveis pelo trabalho, a quadro é alarmante - e totalmente previsível. "A maioria dos nossos governantes é representante de seus financiadores de campanha, que normalmente são grupos ligados à especulação imobiliária, que fazem a cidade crescer sem organização", diz. Além disso, segundo Grajew, a sobrecarga na infraestrutura, a preferência pelo transporte individual e o abandono dos pobres agravam a sensação de caos urbano. "É um lugar com dois rios enormes e sujos, uma poluição tremenda e uma baita insegurança. Quem quer viver assim?", questiona.


Administração pública - Piora avaliação da Câmara e da Prefeitura entre os paulistanos



Como ele explica, a pesquisa serve exatamente para mostrar o tamanho do problema e pedir ações práticas das autoridades. "Se depender da prefeitura, não ficamos sabendo o nível em que está a situação. Há inclusive uma lei, a 14.173/06, que obriga a administração municipal a divulgar uma série de dados sobre o funcionamento de São Paulo, como tempo de espera em ônibus e hospitais. Mas nem isso é cumprido", afirma. Segundo ele, já que não há movimentação por parte dos políticos, a sociedade civil organizada está dando um jeito de refletir sobre o quadro. "Cabe a nós fazer esse alertas. Nosso objetivo é dar instrumentos para a população avaliar se a gestão pública está melhorando ou não a qualidade de vida das pessoas", diz.



Uai!! Mas há pesquisas divulgadas que mais de 60% estão satisfeitos com o governo Serra? O Kassab nas pesquisas tambám é bem avaliado, segundo as pesquisas. O que houve o povo de SP acordou? Estão vendo que Serra/Kassab são dois embuste? É só propaganda enganosa com o dinheiro público.

Frisson na direita com vitória de Piñera

Há uma certa alegria e frisson na direita brasileira, na mídia, no DEM e em setores do PSDB com a vitória de Sebastián Piñera e da coalizão conservadora para a presidência do Chile - eles não obtiveram maioria na Câmara e no Senado. Entre os demos, a vibração vira euforia com o ex-prefeito do Rio César Maia à frente.

Essa é a parte boa do fato - eles assumem que são de direita e aplaudem a derrota de um governo comprometido com a democracia, responsável pela conquista de grandes avanços econômicos e sociais para o povo e o Chile, o da presidenta Michelle Bachelet e os outros da coalizão de esquerda, a Concertação.

Via eleições, a direita não ganhava no Chile há 51 anos. Antes da ditadura sangrenta do general Augusto Pinochet e de grande parte dos conservadores que elegeu Piñera, Jorge Alejandro fora o último presidente (1958-1964) eleito pela direita. Depois vieram Eduardo Frei ( 1965-1970, pai do candidato derrotado domingo por Piñera), e Salvador Allende, o presidente eleito em 1970 e que morreu a 11 de setembro de 1973, no golpe que instalou a ditadura militar chilena.

Assim, não há nada para comemorar. Particularmente se levarmos em conta o DNA e o passado da direita chilena, mesmo que não devamos e nem possamos pré-julgar o novo governo. A parte ruim das análises de nossa mídia - avaliações que são mais desejos e vãs ilusões do que algo que corresponda à realidade - é a comparação entre a eleição chilena e a brasileira com o lenga lenga que como Bachelet, Lula não conseguirá transferir votos para nossa candidata no pleito desse ano, Dilma Rousseff.

Sem Comentários

Apenas uma pergunta: por que a imprensa que dá tanto destaque à propina que teria sido paga pela Camargo Correa a políticos do PT e do PMDB paraenses não destaca que a concorrência pública dos cinco hospitais que teria gerado a irregularidade foi feita em 2005, na administração do governador Simão Jatene, do PSDB?

A notícia tem sido levada para a 1ª página dos jornais - como faz o Folhão hoje - mas o leitor só vai perceber esse "detalhe" se ler a pequena nota interna na FSP informando que Carlos Botelho, consultor-geral do Pará, em uma pequena declaração aproveitada pela FSP "negou o recebimento de propinas e afirma que as licitações relativas aos hospitais ocorreram na gestão anterior do Estado".

Fora isso, o tempo todo e todas as notícias bate na mesma tecla, a irregularidade teria ocorrido no Pará, governado por Ana Júlia Carepa, do PT - que assumiu a 1º de janeiro de 2007. O detalhe do ano ninguém registra.... Que jornalismo é esse?

PM paulista e as saudades do AI-5

A PM paulista parece acometida por um surto de saudades do AI-5, o instrumento de força que a ditadura militar dispunha para cometer as suas maiores arbitrariedades.

Na mesma semana em que constrangeu manifestantes tentando impedir a realização de atos em defesa do Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH) na avenida Paulista e depois invadindo o Sindicato de Jornalistas (onde se realizava outro ato), impediu a Guerrilha Azul, torcida organizada do Monte Azul Paulista - time da primeira divisão de futebol no Estado - de usar camisetas com seu símbolo no jogo contra o Corinthians, no último domingo.

O motivo? O símbolo da torcida é uma foto de Che Guevara! A alegação da PM paulista é que a imagem de Che, difundida em todo mundo seria uma forma de incitar a violência.

Pior ainda foi a justificativa do major PM, Francisco Mango Neto, dada ao Estadão de domingo: "Não foi uma proibição, foi apenas uma orientação. Daqui a pouco alguma torcida pode aparecer com uma imagem do Bob Marley ou com uma folha de maconha na bandeira".

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

MARINA SILVA COM DEM/PSDB/PPS, FELIZ COMO UM PINTO NO LIXO


Gabeira considera disputar governo do RJ aliado ao PSDB
Coligação, avalizada por Marina Silva e que reunirá ainda DEM e PPS, é crucial para garantir palanque a José Serra
Operação assegura mais tempo na televisão para a campanha do deputado, autorizado a defender a pré-candidata do PV
CATIA SEABRA
DA REPORTAGEM LOCAL
Apontado como o candidato ideal do governador José Serra (PSDB) ao governo do Rio de Janeiro, o deputado federal Fernando Gabeira (PV) admitiu ontem a possibilidade de entrar na disputa estadual.
Em reunião com tucanos do Estado, Gabeira condicionou sua candidatura à consolidação de uma aliança entre PSDB e PV do Rio. "Se todos se sentirem confortáveis, eu topo", disse o deputado à Folha.
A operação conta com o aval da pré-candidata do PV, Marina Silva (AC). Grife da sigla, Gabeira ameaçava desistir até do Senado se o partido insistisse no lançamento de uma chapa "puro-sangue" no Estado.
A candidatura de Gabeira é crucial para Serra por oferecer um palanque forte ao PSDB no Rio de Janeiro, terceiro maior colégio eleitoral do país.
Em conversas com o PV, o PSDB concordou que Gabeira defenda o nome de Marina na TV. Sozinho, o PV tem direito a 1 minuto e 20 por dia no horário eleitoral. A coligação garantirá 8 minutos diários, incluindo a candidatura do ex-prefeito Cesar Maia para o Senado.
Presidente estadual do PV do Rio, o vereador Alfredo Sirkis afirma que a aliança - que reunirá também DEM e PPS - abre caminho para "uma campanha competitiva no Rio".
Marina Silva se une com que há de pior na política brasileira. Só falta ela falar que o menslão do DEM é invenção do PT, da mídia. DEM e Marina tudo a ver quem diria?

PT, 10 milhões de empregos; PSDB, 800 mil

Não sei se o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE) acertou com o governador José Serra, se fala em nome do candidato da oposição, mas sua entrevista para a revista VEJA dessa semana tem uma pérola bem tucana. E não é o título dado pela revista, “À esquerda somos nós”. Essa definitivamente é demais para se levar a sério...

A pérola é o que ele diz sobre a política econômica e que é, inclusive, transformado pela revista em destaque da entrevista. “Iremos mexer na taxa de juros, no câmbio e nas metas de inflação. Essas variáveis continuarão a reger nossa economia, mas terão pesos diferentes”, adianta Guerra anunciando um plano para a economia que só os tucanos, ou a equipe de Serra, conhecem.

Pelo que antecipa Guerra, se a oposição ganhasse a eleição de outubro próximo, voltaríamos aos tempos dos planos econômicos, das experiências e tentativas de, com um golpe de mestre, resolver não sei o que na economia brasileira, já que ela vai crescer mais de 5% esse ano, criar dois milhões de empregos, está com a inflação de 2009 e 2010 dentro da meta e com superávit fiscal apesar da crise internacional.

Depois disso o senador deita falação sobre o câmbio e a balança comercial e afirma que estamos criando emprego no exterior. Realmente, criando empregos, mas internamente: Nos sete anos do governo Lula o pais criou mais de 10 milhões de empregos formais (com carteira assinada); nos oito de FHC, milhões de desempregados foram jogados na rua no primeiro mandato e só 800 mil empregos foram criados no segundo. (

Lula e Dilma elaboram hoje o PAC 2


Vem aí o PAC 2, O presidente Lula discute hoje, em reunião com os ministros do Planejamento, Paulo Bernardo, e da Casa Civil, Dilma Rousseff e o projeto chega em boa hora porque as enchentes que assolam cidades e Estados fizeram aflorar problemas que podem ser resolvidos ou minimizados por esse plano.

O PAC 2 estará incluído no Orçamento da União de 2011 que o governo Lula, por lei, tem que enviar ao Congresso Nacional até o início do último trimestre desse ano. O bom desse PAC versão 2 é que as prioridades dele são as cidades, a mobilidade social, metrôs e ônibus, trens metropolitanos, o transporte coletivo, as vias públicas, asfalto, galerias pluviais e obras contra enchentes.

Nessa parte de infraestrutura do PAC 2, o governo quer priorizar o transporte urbano, com ênfase em projetos de corredores de ônibus e metrôs. Cinco capitais saíram na frente e já têm projetos com inclusão garantida no novo programa: Belo Horizonte e Brasília, que querem ampliar suas redes atuais de metrô e linhas de transportes urbanos, e mais Porto Alegre, Curitiba e Vitória.

Além disso, há no PAC 2 toda uma parte de investimentos que priorizam a inclusão digital e o pré-sal, aplicações em tecnologia para exploração na camada e para petróleo e gás. Com o atual PAC e seus programas de saneamento básico e habitação, mais os que virão no novo PAC, teremos a política de desenvolvimento urbano que o país necessita. Sem dúvidas uma excelente notícia.

A equação perversa de Kassab em SP

Em São Paulo irresponsabilidade e má gestão da prefeitura do demo-tucano Gilberto Kassab pesam no dia a dia dos paulistanos. Agora, pesquisa da FGV-SP indica que o aumento da tarifa de ônibus no 1º dia útil do ano - passou de R$ 2,30 para R$ 2,70 - está elevando a inflação e provocando uma aceleração de preços no varejo na Capital paulista.


Esse é apenas mais um aspecto da incompetência administrativa da gestão Kassab, mas trágico se o somarmos à leva de decisões equivocadas do ano passado e ao governo anterior da dupla Kassab-Serra (2005-2008). Dois exemplos a serem citados são a aplicação em 2009 de menos de 10% das verbas destinadas à contenção de enchentes e menos de 8% da programada para a construção de piscinões.


Resultado: a cidade tem quase uma dezena de bairros na Zona Leste que completaram a semana passada 30 dias seguidos inundados. Na educação, a merenda parcialmente cortada (20% dos recursos da área em 2008) pelo prefeito, continua de péssima qualidade. E na saúde? O paulistano até agora só viu seis dos 30 postos de Assistência Médica Ambulatorial- Especialidades (AMA) prometidas na campanha da reeleição. E os 26 corredores de ônibus, também promessa eleitoral? Nada.

Tarifa de ônibus reajustada em 17%

O que vimos e vemos foi o aumento do IPTU (45% em média, mas com casos de até 700%) e da verba destinada à propaganda da gestão de Kassab - esta reajustada quase todo mês. E agora, na virada do ano, a tarifa de ônibus mais cara, levando a essa aceleração de preços no varejo - de 0,10% para 0,45% - entre a última semana de dezembro e a primeira de janeiro, segundo a FGV-SP.


Um reajuste, meus caros, de 17% de uma vez, levando a passagem de ônibus urbano - segundo André Braz, especialista da FGV-SP - de um cenário de estabilidade (0,00%) para uma elevação de 2,24% entre a quarta semana de dezembro e a primeira semana de janeiro.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

DEM teme revelações de Arruda

Durval Barbosa, ex-secretário de Relações Institucionais do governador José Roberto Arruda (DEM) e autor dos grampos telefônicos e das fitas de vídeo sobre o escândalo disse em depoimento ás autoridades policiais e judiciais que o PSDB também participou do esquema de Caixa 2 que teria sido montado pelo governador de Brasília.

De acordo com Durval, entre 2004 e 2006 o esquema recebeu R$ 56,5 milhões ilegalmente de fornecedores do governo do Distrito Federal. No depoimento, ele informou que quem recebia o dinheiro pelos tucanos era o presidente do PSDB-DF, Márcio Machado, também secretário de Obras de Brasília.

O DEM reuniu-se para ouvir explicações do governador Arruda e tratar de sua expulsão da legenda. Mas, recuou e saiu dividido do encontro, porque o governador, segundo os jornais, deixou claro: se for expulso, vai radicalizar e contar tudo o que sabe.

"Se vocês radicalizarem comigo, eu radicalizo", teria dito o governador ameaçando, conforme publicam os jornais, contar inclusive sobre dinheiro que saiu de Brasília para financiar campanhas eleitorais municipais do DEM no ano passado em todo o Brasíl, entre as quais a da reeleição do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.

O DEM volta a se reunir hoje para deliberar se expulsa Arruda já da legenda, ou se lhe concede 16 dias regulamentares para se defender.

PF investiga propina para "Palácio Band": a casa caiu!


A "Folha" ficou tão preocupada em acusar Lula de "molestador sexual" que, na última sexta, "esqueceu" de dar uma notícia importante: as propinas que teriam sido pagas a políticos do PSDB em São Paulo, pela Camargo Corrêa. Esse é o Castelo de Areia? A Camargo Corrêa ajudou Serra a consertar encanamento do "Palácio Band"?

Por Rodrigo Vianna, no Blog Escrevinhador


O "Estadão" deu a notícia antes da "Folha". Saiu aqui - http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,documentos-indicam-mesada-de-empreiteira-a-politicos,473013,0.htm.




Foi tudo investigado pela PF, na "Operação Castelo de Areia".

Atenção: não confundir com o caso que envolve o governador do DEM em Brasília - http://www.rodrigovianna.com.br/plenos-poderes/arruda-o-chorao-amigo-da-veja-esta-sob-suspeita.



"Castelo de Areia" é outro caso. E muito mais importante, porque afeta o núcleo de poder do Serra.

Por coincidência, o ataque a Lula na "Folha" saiu no mesmo dia em que a PF concluiu a investigação sobre a "Castelo de Areia".

A "Folha" deu a noticia com um dia de atraso, porque estava empenhada em provar que Lula é um molestador sexual....

Tanto "Folha" como "Estadão" esconderam o fato principal. Na planilha das propinas, aparece uma indicação importante: doações ao "Palácio Band".

Veja como o "Estadão" descreve o fato: "Em outro arquivo, página 18, valores ao lado da expressão "Palácio Band" - 4 anotações, entre 8 de fevereiro e 30 de setembro de 1996, somando US$ 45 mil, ou R$ 46.165. Na última planilha, página 54, na coluna "Diversos" constam nove registros, um assim descrito: "14 de setembro de 1998, campanha política, Aloísio Nunes, US$ 15.780."

Ora. Imaginem se aparecesse uma planilha com a indicação "Palácio Planalto"? Imaginem! Estaria nas manchetes, durante semanas.

"Palácio Band" vocês acham que é o que?

A sede do governo paulista fica no Palácio dos Bandeirantes. Lá, vive o chefe da imprensa paulista.

Aloysio Nunes Ferreira nós sabemos quem é: chefe da Casa Civil de Serra.

Imaginem se fosse a Dilma? Estaria na manchete.

Leiam o texto do "Estadão", e reparem como a notícia saiu bem escondida...


Documentos indicam mesada de empreiteira a políticos

AE - Agencia Estado

SÃO PAULO - A Polícia Federal (PF) concluiu a Operação Castelo de Areia - investigação sobre evasão de divisas e lavagem de dinheiro envolvendo executivos da Construtora Camargo Corrêa - e anexou ao relatório documento que pode indicar suposto esquema de pagamentos mensais a parlamentares e administradores públicos e doações "por fora" para partidos políticos. O dossiê é formado por 54 planilhas que sugerem provável contabilidade paralela da empreiteira. Elas registram dados sobre 208 obras e contratos da Camargo Corrêa entre 1995 e 1998, espalhados por quase todo o País e também no exterior - Bolívia e Peru.

Os repasses teriam ocorrido naquele período em favor de deputados federais, senadores, prefeitos e servidores municipais e estaduais. Em quatro anos a empreiteira desembolsou R$ 178,16 milhões. Em 1995, segundo os registros, ela pagou R$ 17,3 milhões. Em 1996, R$ 50,54 milhões. Em 1997, R$ 41,13 milhões. No ano de 1998, R$ 69,14 milhões. O que reforça a suspeita de caixa 2 é o fato de que os números alinhados aos nomes dos supostos beneficiários estão grafados em dólares, com a taxa do dia e a conversão para reais.

O Ministério Público Federal (MPF) poderá requisitar à Justiça o envio à Procuradoria-Geral da República dos dados referentes a autoridades que detêm prerrogativa de foro perante o Supremo Tribunal Federal (STF). Outra medida será a abertura de vários inquéritos para investigar as obras.

"Eu não conheço o documento, portanto não posso me pronunciar", disse o criminalista Marcio Thomaz Bastos, que coordena a defesa da Camargo Corrêa. Ele observou que o processo e o inquérito correm em segredo de Justiça. "É preciso lembrar que nessa mesma operação já foram divulgadas listas de nomes que depois se verificou dizerem respeito a doações absolutamente legais, declaradas à Justiça Eleitoral."

Planilhas

Na página 54, há quatro lançamentos em nome do deputado Walter Feldman (PSDB-SP). Cada registro tem o valor de US$ 5 mil, somando US$ 20 mil entre 13 de janeiro e 14 de abril de 1998. À página 21, outros 12 lançamentos associados ao nome Feldman, entre 26 de janeiro e 23 de dezembro de 1996 - US$ 5 mil por mês. O deputado indignou-se com a citação a seu nome.

Em outro arquivo, página 18, valores ao lado da expressão "Palácio Band" - 4 anotações, entre 8 de fevereiro e 30 de setembro de 1996, somando US$ 45 mil, ou R$ 46.165. Na última planilha, página 54, na coluna "Diversos" constam nove registros, um assim descrito: "14 de setembro de 1998, campanha política, Aloísio Nunes, US$ 15.780." Em 10 de novembro de 1995 o então senador Gilberto Miranda teria recebido US$ 50 mil.

A planilha "CPA", página 14, revela quatro pagamentos em 1996, todos supostamente destinados a partidos, denominados "clientes". Os destaques são de 21 de março, US$ 20 mil para "líder do PMDB, Milton Monti"; 19 de julho, US$ 200 mil para PMDB-PFL; 24 de julho, US$ 200 mil para PSDB-SP; 13 de setembro, US$ 270 mil para PSDB/PMDB/PFL/PPB. Em 1998, mostra outra planilha "CPA", foram pagos US$ 1,52 milhão em 10 parcelas a PSDB, PFL, PMDB, PPB e PTB. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

IMPERDÍVEL ESTE VÍDEO

Bancários protestam nesta terça contra aumento de IPTU em SP


Proposta da prefeitura já foi aprovada em primeira votação e será analisada novamente pela Câmara Municipal

Solange Spigliatti, do estadao.com.br

SÃO PAULO - Os bancários promovem uma manifestação na tarde desta terça-feira, 1, em frente à Câmara Municipal de São Paulo, no Viaduto Jacareí, região central, contra a aprovação do projeto 720/09, que prevê aumento de até 60% no valor do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). Em seguida, os trabalhadores irão acompanhar em plenário a votação.
A proposta do prefeito Gilberto Kassab foi aprovada na semana passada em primeira votação pela Câmara Municipal e deve ser analisada novamente nesta terça. A base de apoio do prefeito, que tem ampla maioria no Legislativo, já anunciou que irá barrar qualquer alteração no projeto, segundo o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.

A entidade afirmou que irá divulgar à sociedade o nome dos vereadores que votaram a favor do aumento do IPTU e estimulou os trabalhadores a encaminhar e-mails aos vereadores para cobrar que votem contra o aumento do IPTU.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Meu Mundo Caiu... OS DEMÔNIOCRATAS MOSTRA MAIS UMA VEZ SUA CARA

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Intervozes - Levante sua voz parte

sábado, 14 de novembro de 2009

2010 será um plebiscito


Mauricio Dias

Não haverá terceira via como opção concreta de vitória na eleição presidencial de 2010. A disputa terá um caráter plebiscitário, como quer o PT e como não quer o PSDB, os únicos dois partidos com chances reais de vitória.

Há poucos dias, por exemplo, Aécio Neves, o governador tucano de Minas Gerais, em almoço com empresários paulistas, tomou posição clara sobre a questão. O discurso preparado, lido – uma surpresa no hábito improvisador do mineiro que prefere a superficialidade da frase de efeito puramente político – tocou com firmeza nesse ponto. Desponta um novo Aécio. No mínimo mais candidato do que antes, alertou:


“Precisamos resistir à principal armadilha que começa a ser apresentada à sociedade, a de que a próxima eleição será plebiscitária. Não estaremos dizendo sim ou não ao governo do presidente Lnte Lula. Estaremos escolhendo o nosso futuro. Um futuro que virá, para alguns, apesar do presidente Lula e, para outros, por causa do presidente Lula.”

Aécio quer tirar Lula da disputa. Lula não vai sair. O presidente trabalha o viés plebiscitário da eleição. Em diversas reuniões políticas, acentua o “nós contra eles” ou, como disse em certa reunião com o aliado PSB, “a nossa turma contra a turma do Fernando Henrique”.

Plebiscito é um instrumento da democracia participativa através do voto. Toda eleição tem caráter plebiscitário. Raramente, porém, é o sim contra o não. E essa é a diferença da competição do ano que vem.
“Uma boa administração é um fator plebiscitário. O eleitor tem a perder e não quer perder”, define o estatístico Erich Ulrich, diretor da UP Pesquisa e Marketing, ex-diretor da área de estatística do Ibope.

“A eleição de 2010 será plebiscitária. Haverá a presença de um presidente com uma aprovação em torno de 70% e líder do maior partido de esquerda”, afirma.

Ulrich, que cultiva a dúvida como método de análise eleitoral, evita afirmar se Lula fará ou não o sucessor. Mas não vacila quando diz que “estará na disputa o programa de Lula.”

Esse é o sim contra o não. O voto simbólico que tem embutido o “nós contra eles”. A turma de Lula contra a turma de FHC, como pontua o próprio presidente da República.

A última eleição claramente plebiscitária ocorrida no Brasil completará 60 anos em 2010. Na eleição plebiscitária de 1950, Getúlio Vargas, pai da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), “pai dos pobres”, representando o PTB, enfrentou dois candidatos. Um deles, Cristiano Machado, do PSD. O outro, o brigadeiro Eduardo Gomes, expressão viva do conservadorismo elitista da UDN. Ele tinha sido surrado pelo marechal Dutra, na eleição de 1945. Perdeu, essencialmente, porque era anti-getulista, embora tenham jogado a culpa na sentença que, malevolamente, foi atribuída a ele: “Não preciso de voto de marmiteiro”. A frase foi, de fato, uma invenção. Mas não seria inventada se o brigadeiro não existisse. Em 1950, Getúlio, o “pai dos pobres” deu uma surra eleitoral no suposto algoz dos marmiteiros.

Em 2010, os nomes serão outros. De um lado, é certo, estará a “mãe do PAC”. Do outro lado ainda não se sabe. Os nomes serão diferentes. O papelo, será igual. Ou quase igual

Estado forte pode mudar o cenário educacional brasileiro

Trecho do discurso do presidente Lula durante a abertura do 9º Congresso de Iniciação Científica do Brasil (Conic), em São Paulo. Ele fala de investimento em educação e no papel do Estado para muda...


Blecaute: "Primeiro vem a turma do 'achismo', depois do 'acreditamos' e enfim do 'parece'"

Trecho da entrevista coletiva concedida pelo presidente Lula em São Paulo na qual ele diz que não vai ficar especulando sobre as causas do blecaute de terça-feira, preferindo aguardar os relatórios...


Trecho do discurso do presidente Lula nas comemorações dos 10 anos da Rede TV, em evento realizado em Osasco, São Paulo.

Blecaute os Sabotadores do brasil


Mais uma da oposição sem moral e sem voto


Só faltava essa.


A oposição corrupta, incompetente, sem pauta e sem voto, tenta agora colocar a culpa pela falta de energia elétrica, no aparelhamento do Estado promovido pelo PT.Ora, faça-me o favor! Essa gente parece que não tem vergonha na cara não. Kassab nomeou meio mundo de aliado para os diveros Conselhos de Administração de empresas estatais paulistas, por exemplo, Roberto Freire(PPS-PE), que mesmo morando aqui no Recife recebe R$ 12 mil reais para não fazer nada em Sampa, Kassab e Serra tambem aparelharam as subprefeituras de São Paulo, por exemplo, Kassab nomeou Soninha do DEMO(PPS-SP), e José Serra nomeou Andrea Matarazzo e mais um penca de ex-prefeito do interior do Estado.
José Serra, já como governador, nomeou outra penca de tucano para os diversos Conselhos de Administração das estatais paulistas, por exemplo, o comendador Antero Paes de Barros Arcanjo(PSDB-MT). FHC nomeou a filha Luciana Cardoso para ser sua secretária quando desgovernou o Brasil, descobriu-se, dia desses, que esta sanguessuga recebia R$ 7 mil reais do senador Heráclito Fortes(DEMO-PI) para não fazer nada no Senado, segundo a lambisgoia ela trabalhava em casa.FHC também nomeou o macho de sua outra filha para vender a PETROBRAS.Por pouco não vendeu. FHC nomeou o filho Paulo Henrique Cardoso, o mesmo que foi socorrido pelo PROER, para coordenar a Feira do Pavilhão do Brasil, em Hannover. O resultado foi uma ação de improbidade administrativa nas suas costas(de PHC).
Em toda esfera da administração pública, e em todo governo é assim, afinal, o partido vencedor de uma disputa tem de governar com gente de seu quadro e com gente de partido aliado.Derna a quandio Adão era cadete do Exército que é assim, não será Lula que vai mudar esse estado de coisa.Não obstante, o PIG e a oposição golpista acusam somente o PT de aparelhar o Estado. Tenha dó!

O meu presidente "Analfabeto" fala sobre o papel do Estado, Educação, Geopolítica... E Caê falando merda


E eu, Caê "Sem lenço e Sem documento", falando merda...

Em discurso proferido durante a abertura do nono Congresso de Iniciação Científica do Brasil (Conic), em São Paulo, o meu presidente "analfabeto" (segundo a intervenção preconceituosa do senhor Caetano Emanuel Viana Tele Veloso) fala sobre o papel do Estado ("o Estado tem que ser forte" [...] "Estado parceiro-indutor, parceiro-regulador"). Fala sobre geopolítica, economia, FMI, Educação e diz que esta última "é condição 'sine qua non'" para que o Brasil seja mais forte...
Esse é o meu presidente! Quanto a Caetano... Sem comentários...

Desaba mais uma obra do governo Serra: Rodoanel veio abaixo




A queda de três vigas de um viaduto em construção no trecho sul do Rodoanel, em Embu, atingiu três veículos, deixou três pessoas feridas e bloqueou o tráfego no sentido capital da rodovia Régis Bittencourt por volta das 21h de ontem. O viaduto em obras, sobre o km 279 da Régis, desabou sobre um caminhão e dois carros -um deles ficou totalmente destruído. As vigas, que pesam 85 t e têm 40 m de extensão, caíram de uma altura de 20 m.

Até o fechamento desta edição, o tráfego no sentido São Paulo continuava interrompido e, segundo a Autopista Régis Bittencourt, não havia previsão de quando seria liberado. No sentido Curitiba (PR), o bloqueio durou uma hora. Só um dos feridos, conforme a Secretaria de Estado da Saúde, estava em situação mais grave, com afundamento torácico, mas a pasta não divulgou seu nome. As vítimas foram levadas para os hospitais Pirajussara e Geral de Itapecerica da Serra, ambos na Grande SP. À meia-noite, a busca por possíveis vítimas já havia sido encerrada, mas só após a retirada de todo o entulho seria divulgado um relatório oficial.
O motorista do caminhão, Reginaldo Aparecido Pereira, 40, pulou do veículo ainda em movimento para se salvar, segundo testemunhas. Os ocupantes de um Celta cinza, que ficou totalmente destruído, ficaram presos nas ferragens -um deles era Carlos Fernando Rangel, 38. O outro veículo, um Clio vermelho, capotou. Segundo funcionários da Dersa, a viga que restava ameaçava cair e seria removida. A Polícia Rodoviária Federal orienta o motorista que trafega rumo a São Paulo a optar pela estrada de Itapecerica, caso o bloqueio continue hoje. O trecho sul do Rodoanel, maior obra viária em curso no país, é orçado em R$ 5 bilhões (incluindo desapropriações) e deve ser inaugurado em março. É uma das principais vitrines do governador José Serra (PSDB), pré-candidato à Presidência.
O acidente de ontem é o segundo em grandes obras do governo de São Paulo desde 2007. No início de 2007, o desabamento da construção da estação Pinheiros do Metrô deixou sete mortos. Nos dois casos, a OAS, uma das principais empreiteiras do país, esteve envolvida.
A empresa baiana participa do consórcio que constrói a linha 4 do Metrô e também divide com Mendes Junior e Carioca -esta integrante do grupo responsável pela obra do Fura-Fila onde um viaduto desabou no ano passado- a construção do trecho do Rodoanel onde houve o acidente. O valor desse lote é de R$ 511,7 milhões. A Folha tentou entrar em contato com a assessoria da OAS no início da madrugada, mas não teve sucesso. José Serra chegou ao local do acidente no início da madrugada, acompanhado pelo secretário dos Transportes, Mauro Arce. O governador disse que não houve pressa na obra e que a construção não será paralisada. O trecho sul compreende 61 km de obras, que ligarão o trecho oeste, a partir da Régis, ao sistema Anchieta-Imigrantes, acesso à Baixada Santista. Ontem mesmo, segundo a Folha apurou, a Secretaria da Segurança definiu que a investigação do acidente será conduzida pela área de engenharia do Instituto de Criminalística, que reúne peritos especializados. O coordenador da Defesa Civil de Embu, Paulo Brandão, disse que uma viga que comporia a obra trincou ontem e foi levada para um local vizinho.

Opinião ou informação?


É interessante ver como os grandes meios de comunicação se comportam. Por mais que saibamos, não tem como se acostumar com a falta de compromisso com a verdade por parte deles. De fato, se prioriza a opinião – a forma com que as pessoas vão entender os acontecidos, ou a forma com que querem que o entendam – do que a informação.
O jogo de palavras utilizado por estes veículos é um dos pontos chave nessa manipulação para ludibriar a opinião pública. Apenas uma palavra pode mudar todo o sentido da notícia sendo divulgada. Nesse caso, podem-se destacar fatos que estão frescos na memória da população.
O incidente ocorrido nesta semana com a distribuição de energia elétrica é um deles. A simples troca da palavra “blecaute” por “apagão” muda completamente o sentido do que ocorreu. As reportagens relacionadas ao caso só tratam o assunto – de maneira sensacionalística – como “apagão”. Foi imprevisível o que aconteceu, e nenhuma gestão está livre disso. Mas, um “acidente” provocado por ações naturais não quer dizer que seja uma falta de planejamento. Falta de planejamento é o que houve no governo FHC, onde tivemos que racionar energia por um grande período – isso sim foi “apagão”. Essa é uma manobra que, sem felicidade, tenta atribuir falhas na gestão de Lula pra prejudicar a eleição de Dilma.
Outra “troca de palavras” recente é em relação ao golpe que aconteceu em Honduras. A substituição do termo “governo golpista” por “governo interino” muda toda conotação da história. Houve um golpe porque o presidente eleito pela população, Manuel Zelaya, estava tomando medidas que destoavam com o programa da direita naquele país. Mas os veículos de comunicação não apontam quem assumiu o poder como golpistas, mostrando, mais uma vez, seu apoio a tomada do poder pelas elites na América Latina. Por estes e outros motivos não tem apelido melhor para chamarmos estes veículos do que Golpistas.
É tão verdade o apoio as elites e a projetos que não priorizam a população com menos poder aquisitivo, por parte dos grandes meios de comunicação, que é só lembrar a criminalização feita em relação ao pleito de tentar disputar outro mandado, por Hugo Chávez. Dizia-se que era tentativa de ditadura, que era antidemocrático. Tentaram fazer esse jogo – reeleição é igual a ditadura – também aqui no Brasil. Nem o partido do Presidente, nem ele próprio tinham se pronunciado a favor mas, a mídia gorda já falava em monarquia – aVeja até lançou uma capa de revista com Lula coroado e no trono. Isso tudo para tentar desgastar um governo que luta pelo social e pela melhoria da vida dos brasileiros. E também não tiveram êxito.
Por que será que não foi feito este mesmo estardalhaço quando Fernando Henrique tentou, e conseguiu, o direito de disputar um segundo mandato? Será que a gestão tucana, ou melhor, a mídia, estava do lado de quem? E Uribe, presidente da Colômbia? Ele está tentando terceiro mandato, alguém está vendo enfoque para a tentativa de reeleição dele? Por que não é tentativa de golpe, de ditadura, ou de manutenção do poder ad eternum? Será que Uribe está de que lado? A importância maior que os noticiários estão dando para Colômbia é sobre a implantação das Bases norte-americanas e suposto combate ao narcotráfico. Por que será?
É importante que estas informações contraditórias sejam passadas a frente, pois esses grande meios tentam sempre “apagar” ou enfraquecer a memória do povo. A população tem direito de saber quem serve a quem. A grande mídia e os partidos de direita servem as elites e a interesses privados, e o Governo Lula, a Ministra Dilma e o Partido dos Trabalhadores servem, sem sombra de dúvida, ao povo brasileiro.
Leno Miranda - PT - Partido dos Trabalhadores - Movimento Mudança - Bahia

Serra atrasa pagamentos e acarreta 5.000 demissões



Cerca de 1.200 obras da gestão José Serra em todo o Estado foram atingidas
Sindicato da construção pesada afirma que DER determinou a paralisação dos serviços; Secretaria dos Transportes nega
DA REPORTAGEM LOCAL
O governo de São Paulo atrasou o pagamento a empreiteiras e vai reduzir o ritmo de obras em estradas de todo o Estado sob a alegação de falta de recursos. São 1.200 viadutos, recapeamentos e duplicações, mas o governo não disse quantos foram atingidos. A construção do Rodoanel, maior obra viária do Estado, não foi afetada. Entre os projetos prejudicados pela falta de dinheiro está o Pró-Vicinais, que consiste na recuperação de 12 mil km de estradas secundárias, a maior parte no interior do Estado, iniciado em dezembro de 2007. No início do ano, o governador José Serra (PSDB) apresentou as novas etapas do plano, com investimentos de R$ 3,9 bilhões no programa. Pré-candidato à Presidência da República em 2010, Serra tem no Pró-Vicinais seu programa rodoviário de maior alcance em cidades do interior. O secretário dos Transportes, Mauro Arce, diz que ocorreu atraso nos repasses ao DER (Departamento de Estradas de Rodagem), que tem orçamento de R$ 4,3 bilhões previsto para este ano.
5.000 demissões
Ontem, o Sinicesp (sindicato da construção pesada) divulgou comunicado dizendo que o DER ordenou a paralisação dos serviços, o que a secretaria nega. Segundo o presidente do sindicato, Marlus Renato Dall'Stella, o atraso no pagamento é de três meses e soma cerca de R$ 500 milhões, o que Estado também contesta -diz que são dois meses e R$ 250 milhões. O problema levou o sindicato, que reúne as principais empreiteiras do país, a marcar uma reunião de emergência, na segunda. Em tom de ameaça, o Sinicesp fala em "medidas administrativas e judiciais" para suspender os contratos em atraso com o DER. Enquanto o comunicado do Sinicesp cita a possibilidade de "demissão em massa", o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada diz que já houve cortes. Ligado à Força Sindical, de oposição a Serra, o sindicalista Wilmar dos Santos afirma que, nos últimos cinco meses, houve cerca de 5.000 demissões acima do esperado para o período. "Tentamos falar com o governo, mas não conseguimos", diz.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1411200901.htm

Sem acréscimos

Palavra do primeiro cidadão: "Vou dizer uma coisa como cidadão brasileiro, não como presidente. Eu quero que outros canais sigam o mesmo caminho que vocês seguiram, porque quanto mais TV, quanto mais jornalismo, quanto mais programa cultural, quanto mais debate político, mais democracia nós vamos ter nesse país e menos monopólio.”

Ditas pelo presidente Lula na inauguração da nova sede da RedeTV! em Osasco, na Grande São Paulo. Ao custo de US$ 65 milhões, a nova sede está em 20 mil m2 de área construída, tem oito estúdios e 50 ilhas digitais.

Desnecessário acrescentar a que e a quem o presidente da República se referia. Realmente, menos monopólio - além de uma reforma política - é tudo o que o país precisa para consolidar sua democracia.

O marqueteiro José Serra


Como disse ontem, nas minhas horas de folga na blogosfera, vou ler os blogs da extrema-direita do Brasil e do mundo. Pois bem, de ontem para hoje, o que eu mais li foi sabujo do PIG e blogueiro da direita elogiando o vampiro Serra por aparecer no local onde ocorreu o apagão do Roubanel. Para esses jornalistas e blogueiros alugados por merrecas, se Lula faz uma cerimônia para dizer que o Brasil teve, no mês passado, o menor desmatamento dos últimos 21 anos, é campanha antecipada, é marketing político. Se José Serra vai a um local onde ocorre um acidente, é um governador do cacete, que não foge da responsabilidade. Ora, faça-me o favor, bando de puxa-saco! Eu pergunto: qual benefício, a não ser alguns votos para o oportunista, terá a população atingida com a ida do presidente, do governador, do prefeito para, como disse um blogueiro assanhado, constatar "in loco" o acidente ocorrido.Para mim, nenhum. Alguém sabe dizer se Serra indenizou os parentes das sete vítimas do buraco do metrô? Se Serra indenizou os parentes das vítimas do acidente da TAM?Se Serra puniu os culpados pelo acidente do buraco do metrô? Vocês devem estar lembrados que em todos esses acidentes José Serra estava lá, com seu casaco de vampiro e com a sua lanterna. ortanto, essas aparições inesperadas de José Serra em locais onde ocorreram acidentes não passam de marketing político, não passam de oportunismo eleitoral. Só os idiotas, só os babacas acreditam na sinceridade de Serra. Sabe, às vezes eu penso que José Serra torce para que ocorram acidentes graves no Estado de São Paulo. Não duvido nada.

Postado por TERROR DO NORDESTE