terça-feira, 18 de maio de 2010
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Censura eleitoral?
Preocupante. É o mínimo que podemos dizer da recente decisão do ministro corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Aldir Passarinho, de suspender liminarmente duas inserções do PT, que estavam disponíveis em mídia eletrônica, por considerá-las propaganda eleitoral antecipada.
Um olhar sobre a Lei 12.034/09, que regula o assunto, revela não haver lastro jurídico nenhum para embasar a decisão, contestável em seu mérito e que acabou ganhando contornos de censura prévia.
Equivocou-se o corregedor ao ter julgado duas inserções distintas como se fossem uma única peça: a primeira tinha a presença de Dilma Rousseff, pré-candidata à Presidência, reafirmando que o governo fez um bom trabalho e que continuar nesse caminho é essencial; a segunda, sem Dilma, com um narrador que questionava quem poderia dar continuidade ao trabalho do PT à frente do Governo Federal.
A propaganda partidária não excedeu em nenhum momento as limitações legais. Os partidos podem comparar gestões e enaltecer suas conquistas à frente dos governos que detêm. Mais do que isso: é dever dos partidos fazer tal comparação, porque, assim, distinguem para o cidadão as diferenças programáticas e inerentes à forma de governar.
É vetada por lei a comparação entre gestões, inclusive em gráficos, somente em peças oficiais de Governo. Ora, o programa partidário no rádio e na TV não é nem peça oficial de Governo, nem propaganda eleitoral antecipada. Mesmo que fosse o caso, a lei prevê suspensão de tempo de inserção apenas no próximo programa apresentado, no segundo semestre, e não antes de sua transmissão. Ou seja, de fato, ocorreu uma sanção alheia ao dispositivo legal.
A decisão é perigosa também porque decretar a suspensão com base apenas na manifestação de um único ministro —e sem ouvir a parte atingida. No caso, o PT não teve chance de se defender, quer dizer, houve desrespeito ao direito sagrado de ampla defesa, previsto em nossa Constituição.
Pelo sentido das nossas leis, a suspensão é o final do julgamento, obtido após apreciação de recurso. Assim, a decisão legitima na prática a censura prévia, lembrando, até, a Lei Falcão, instrumento criado pela ditadura que proibia os partidos de exporem suas ideias pela TV.
Afinal, buscar vetar na propaganda partidária as conquistas do Governo Lula, filiado ao PT, ou impedir a presença de sua candidata à sucessão, também petista, é um contra-senso. Que o programa partidário não possa se constituir em campanha antecipada, é posição de consenso. Mas é desproporcional exigir que o pré-candidato não apareça no programa de sua legenda, quando só filiados a partidos podem ser candidatos. O horário, então, é o veículo máximo à disposição dos partidos para divulgar o programa que, em última instância, irão expressar no exercício da arte de governar.
O efeito da decisão não se concretizou porque o PT foi ágil e apresentou, sábado e terça-feira, a sua nova propaganda partidária no rádio e na TV, para evitar uma situação que relembraria os tenebrosos tempos em que a ditadura militar instaurou a censura no Brasil.
O prejuízo para o partido poderia ter sido imenso, desproporcional ao que representa a esgrima jurídica que já permeia o embate, principalmente por iniciativa dos tucanos, neste período de pré-campanha. Porque poderia ter significado a perda desses espaços de veiculação na TV e no rádio, uma vez que nenhum partido costuma produzir material alternativo de propaganda para cada programa a que tem direito.
Prejuízo também para a democracia, porque o tratamento dado à oposição é diferente, sem proibição às peças partidárias que espalha o discurso anti-Governo Lula. Exemplo disso é o PPS, que veiculou material com a presença de José Serra, que sequer é filiado ao partido, para atacar o governo petista.
Não podemos permitir que o debate político, de propostas para o país, seja prejudicado por manobras desse tipo no “tapetão”. Decisões judiciais desse tipo são preocupantes para o desenrolar das eleições. Ao eleitor, cabe ficar atento aos dois pesos, duas medidas.
José Dirceu, 64, é advogado e ex-ministro da Casa Civil
Um olhar sobre a Lei 12.034/09, que regula o assunto, revela não haver lastro jurídico nenhum para embasar a decisão, contestável em seu mérito e que acabou ganhando contornos de censura prévia.
Equivocou-se o corregedor ao ter julgado duas inserções distintas como se fossem uma única peça: a primeira tinha a presença de Dilma Rousseff, pré-candidata à Presidência, reafirmando que o governo fez um bom trabalho e que continuar nesse caminho é essencial; a segunda, sem Dilma, com um narrador que questionava quem poderia dar continuidade ao trabalho do PT à frente do Governo Federal.
A propaganda partidária não excedeu em nenhum momento as limitações legais. Os partidos podem comparar gestões e enaltecer suas conquistas à frente dos governos que detêm. Mais do que isso: é dever dos partidos fazer tal comparação, porque, assim, distinguem para o cidadão as diferenças programáticas e inerentes à forma de governar.
É vetada por lei a comparação entre gestões, inclusive em gráficos, somente em peças oficiais de Governo. Ora, o programa partidário no rádio e na TV não é nem peça oficial de Governo, nem propaganda eleitoral antecipada. Mesmo que fosse o caso, a lei prevê suspensão de tempo de inserção apenas no próximo programa apresentado, no segundo semestre, e não antes de sua transmissão. Ou seja, de fato, ocorreu uma sanção alheia ao dispositivo legal.
A decisão é perigosa também porque decretar a suspensão com base apenas na manifestação de um único ministro —e sem ouvir a parte atingida. No caso, o PT não teve chance de se defender, quer dizer, houve desrespeito ao direito sagrado de ampla defesa, previsto em nossa Constituição.
Pelo sentido das nossas leis, a suspensão é o final do julgamento, obtido após apreciação de recurso. Assim, a decisão legitima na prática a censura prévia, lembrando, até, a Lei Falcão, instrumento criado pela ditadura que proibia os partidos de exporem suas ideias pela TV.
Afinal, buscar vetar na propaganda partidária as conquistas do Governo Lula, filiado ao PT, ou impedir a presença de sua candidata à sucessão, também petista, é um contra-senso. Que o programa partidário não possa se constituir em campanha antecipada, é posição de consenso. Mas é desproporcional exigir que o pré-candidato não apareça no programa de sua legenda, quando só filiados a partidos podem ser candidatos. O horário, então, é o veículo máximo à disposição dos partidos para divulgar o programa que, em última instância, irão expressar no exercício da arte de governar.
O efeito da decisão não se concretizou porque o PT foi ágil e apresentou, sábado e terça-feira, a sua nova propaganda partidária no rádio e na TV, para evitar uma situação que relembraria os tenebrosos tempos em que a ditadura militar instaurou a censura no Brasil.
O prejuízo para o partido poderia ter sido imenso, desproporcional ao que representa a esgrima jurídica que já permeia o embate, principalmente por iniciativa dos tucanos, neste período de pré-campanha. Porque poderia ter significado a perda desses espaços de veiculação na TV e no rádio, uma vez que nenhum partido costuma produzir material alternativo de propaganda para cada programa a que tem direito.
Prejuízo também para a democracia, porque o tratamento dado à oposição é diferente, sem proibição às peças partidárias que espalha o discurso anti-Governo Lula. Exemplo disso é o PPS, que veiculou material com a presença de José Serra, que sequer é filiado ao partido, para atacar o governo petista.
Não podemos permitir que o debate político, de propostas para o país, seja prejudicado por manobras desse tipo no “tapetão”. Decisões judiciais desse tipo são preocupantes para o desenrolar das eleições. Ao eleitor, cabe ficar atento aos dois pesos, duas medidas.
José Dirceu, 64, é advogado e ex-ministro da Casa Civil
Pernambucanos, digam não à Jarbas

Jarbas anda espalhando pelo twitter que nunca foi contra Lula.É mentira.Jarbas é um mentiroso safado.Jarbas passou 4 anos no Senado criticando Lula. Jarbas votou contra todos projetos de Lula que beneficiavam o povo.Jarbas assinou todas as CPIs contra o governo Lula.Jarbas disse à Veja que o povo pernambucano vende seu voto em troca do Bolsa Família
Só resta reclamar com o Papa!
Os demo-tucanos estão começando a ficar incomodados com a atuação das Organizações Lula (ONU, Fórum Econômico Mundial, Time, El País, Financial Times, Obama, Zapatero e Hillary Clinton, entre muitos outros e outras).
Segundo os demo-tucanos as Organizações Lula estão fazendo, de forma disfarçada mas eficaz, campanha antecipada para a pré-candidata Dilma Rousseff.
Quando os atores sociais e políticos são brasileiros é fácil. O DEM entra com ação no TSE e pronto.
Nesse caso, a dificuldade é que o TSE não tem ingerência com esses atores sociais e políticos internacionais.
Só há uma instituição que é supra-nacional: a Igreja Católica.
Assim, os demo-tucanos estão preparando um texto justificativo e irão reclamar ao Papa, para que ele interceda e estanque essa campanha antecipada anti-ética e desleal.
O medo dos demo-tucanos, que leva a esse último recurso, é que o Lula ganhe o Prêmio Nobel da Paz ainda este ano.
Aí é que a vaca vai pro brejo, de uma vez por todas…
Não tem Organizações Serra (Globo, Folha, Estadão e Veja, entre outros) que segurem o tranco
Segundo os demo-tucanos as Organizações Lula estão fazendo, de forma disfarçada mas eficaz, campanha antecipada para a pré-candidata Dilma Rousseff.
Quando os atores sociais e políticos são brasileiros é fácil. O DEM entra com ação no TSE e pronto.
Nesse caso, a dificuldade é que o TSE não tem ingerência com esses atores sociais e políticos internacionais.
Só há uma instituição que é supra-nacional: a Igreja Católica.
Assim, os demo-tucanos estão preparando um texto justificativo e irão reclamar ao Papa, para que ele interceda e estanque essa campanha antecipada anti-ética e desleal.
O medo dos demo-tucanos, que leva a esse último recurso, é que o Lula ganhe o Prêmio Nobel da Paz ainda este ano.
Aí é que a vaca vai pro brejo, de uma vez por todas…
Não tem Organizações Serra (Globo, Folha, Estadão e Veja, entre outros) que segurem o tranco
quinta-feira, 13 de maio de 2010
PRIVATIZAR A PETROBRAS DESEJO ANTIGO DO PSDB DO SERRA
O Globo, de 31/01/98:
"O ministro das Comunicações, Sérgio Motta, disse ontem que a Petrobras é "um dos últimos esqueletos da República" e que o diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP), David Zylbersztajn, terá de desmontá-la "osso por osso". Motta referiu-se à estatal como um paquiderme que consome US$ 9 bilhões em importações, prejudicando a balança comercial do País e a sociedade brasileira. (pág. 1 e 30)".
"O ministro das Comunicações, Sérgio Motta, disse ontem que a Petrobras é "um dos últimos esqueletos da República" e que o diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP), David Zylbersztajn, terá de desmontá-la "osso por osso". Motta referiu-se à estatal como um paquiderme que consome US$ 9 bilhões em importações, prejudicando a balança comercial do País e a sociedade brasileira. (pág. 1 e 30)".
terça-feira, 11 de maio de 2010
segunda-feira, 10 de maio de 2010
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Contrastes entre dois finais de mandato
Dia 6 de maio de 2001:
a) Brasil vive crise dramática de energia e aguarda o pronunciamento do Presidente Fernando Henrique Cardoso que anunciará o racionamento à Nação;
b) Folha Online: "Além de sofrer com o aumento das tarifas de energia elétrica, o brasileiro ainda terá de gastar mais dinheiro para acender uma vela, em caso de apagões".
c) preço do produto será reajustado devido ao aumento de 5,5% no valor da parafina, vendida mais cara pela Petrobras desde o último dia 1º.
d) acidente com a plataforma P-36 que explodiu e afundou na Bacia de Campos dia 20-03, causando 11 mortes, reduziu produção nacional de petróleo em 84.000 barris/dia
e)Agência Nacional de Petróleo (ANP) afirma que acidente foi causado por " "não-conformidades quanto a procedimentos operacionais de manutenção e de projeto" por parte da Petrobrás.
f) Folha On line: "Se os aumentos de tarifa não forem suficientes para reduzir o consumo de energia elétrica, brasileiros poderão ficar até quatro horas por dia no escuro".
Dia 6 de maio de 2010:
a) governo anuncia o Plano Nacional da Banda Larga para garantir acesso de alta velocidade à Internet a 40 milhões de domicílios até 2014; a estatal Telebrás é capitalizada para assumir o comando da rede de transmissão.
b) Governo cria Eximbank para incentivar exportações e define incentivos fiscais com devolução rápida de tributos para alavancar vendas brasileirsas ao exterior;
c) Indústria de máquinas e equipamentos registra o melhor março da sua história este ano com faturamento de R$ 7,2 bilhões
d) IBGE: crescimento de 18% da produção industrial no 1º trimestre deste ano é a maior expansão trimestral desde o início da série histórica, em 1991.
e) Petrobrás prepara-se para realizar mega-capitalização destinada a investimentos da ordem de US$ 174 bilhões na exploração das reservas brasileiras do pré-sal, a principal descoberta de petróleo do mundo nas últimas décadas;
f) Oposição no Congresso boicota votação das regras do pré-sal que garantem soberania nacional no controle e exploração das novas jazidas;
g) Serra, ex- ministro da Saúde e do Planejamento Econômico de FHC, apresenta-se novamente como candidato anti-Lula à Presidência da República; tucano, agora, diz que vai resolver problemas da economia com ‘tesão'
a) Brasil vive crise dramática de energia e aguarda o pronunciamento do Presidente Fernando Henrique Cardoso que anunciará o racionamento à Nação;
b) Folha Online: "Além de sofrer com o aumento das tarifas de energia elétrica, o brasileiro ainda terá de gastar mais dinheiro para acender uma vela, em caso de apagões".
c) preço do produto será reajustado devido ao aumento de 5,5% no valor da parafina, vendida mais cara pela Petrobras desde o último dia 1º.
d) acidente com a plataforma P-36 que explodiu e afundou na Bacia de Campos dia 20-03, causando 11 mortes, reduziu produção nacional de petróleo em 84.000 barris/dia
e)Agência Nacional de Petróleo (ANP) afirma que acidente foi causado por " "não-conformidades quanto a procedimentos operacionais de manutenção e de projeto" por parte da Petrobrás.
f) Folha On line: "Se os aumentos de tarifa não forem suficientes para reduzir o consumo de energia elétrica, brasileiros poderão ficar até quatro horas por dia no escuro".
Dia 6 de maio de 2010:
a) governo anuncia o Plano Nacional da Banda Larga para garantir acesso de alta velocidade à Internet a 40 milhões de domicílios até 2014; a estatal Telebrás é capitalizada para assumir o comando da rede de transmissão.
b) Governo cria Eximbank para incentivar exportações e define incentivos fiscais com devolução rápida de tributos para alavancar vendas brasileirsas ao exterior;
c) Indústria de máquinas e equipamentos registra o melhor março da sua história este ano com faturamento de R$ 7,2 bilhões
d) IBGE: crescimento de 18% da produção industrial no 1º trimestre deste ano é a maior expansão trimestral desde o início da série histórica, em 1991.
e) Petrobrás prepara-se para realizar mega-capitalização destinada a investimentos da ordem de US$ 174 bilhões na exploração das reservas brasileiras do pré-sal, a principal descoberta de petróleo do mundo nas últimas décadas;
f) Oposição no Congresso boicota votação das regras do pré-sal que garantem soberania nacional no controle e exploração das novas jazidas;
g) Serra, ex- ministro da Saúde e do Planejamento Econômico de FHC, apresenta-se novamente como candidato anti-Lula à Presidência da República; tucano, agora, diz que vai resolver problemas da economia com ‘tesão'
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Lula, o mais influente do mundo

Os petistas e simpatizantes do nosso partido e do governo Lula que durante os últimos 30 anos ouviram a mesma ladainha da nossa direita, com todo o tipo de preconceito que nem preciso reproduzir aqui contra o presidente da República, na certa acompanham com alegria o reconhecimento internacional que ele angaria mundo afora.
O exemplo mais recente agora vem da prestigiada revista norte-americana Time. Ela acaba de eleger o presidente do Brasil como o líder mais influente do mundo este ano. Sim, 1º lugar. Numa lista que tem o presidente Barack Obama, Nancy Pelosi (presidente da Câmara dos Representantes dos EUA), a ex-candidata a vice-presidente do Império, Sarah Palin...
É uma vitória para todos nós comemorarmos. O chefe do governo brasileiro tem nessa escolha da Time o reconhecimento do sucesso não apenas da sua tão combatida (internamente) política externa, mas também do desempenho de seu governo.
O curioso nessa história é que apesar de já ter sido reconhecido, além da Time agora, pelo Financial Times (Londres), Le Monde (Paris), El Pais (Madrid), Washington Post (DC-EUA) - apenas para citar alguns veículos internacionais -, aqui, no Brasil, a imprensa continua acometida do que Nelson Rodrigues chamava de "complexo de vira-lata". Insiste e teima mesmo em minimizar a liderança do presidente Lula e seu prestígio internacional.
Uma postura lamentável que mostra o quão distante está dos fatos a nossa grande mídia em sua preocupação em fazer o jogo político a favor da oposição. Bem, para os que se mantém com complexo de vira-lata... Deu na revista Time!
O exemplo mais recente agora vem da prestigiada revista norte-americana Time. Ela acaba de eleger o presidente do Brasil como o líder mais influente do mundo este ano. Sim, 1º lugar. Numa lista que tem o presidente Barack Obama, Nancy Pelosi (presidente da Câmara dos Representantes dos EUA), a ex-candidata a vice-presidente do Império, Sarah Palin...
É uma vitória para todos nós comemorarmos. O chefe do governo brasileiro tem nessa escolha da Time o reconhecimento do sucesso não apenas da sua tão combatida (internamente) política externa, mas também do desempenho de seu governo.
O curioso nessa história é que apesar de já ter sido reconhecido, além da Time agora, pelo Financial Times (Londres), Le Monde (Paris), El Pais (Madrid), Washington Post (DC-EUA) - apenas para citar alguns veículos internacionais -, aqui, no Brasil, a imprensa continua acometida do que Nelson Rodrigues chamava de "complexo de vira-lata". Insiste e teima mesmo em minimizar a liderança do presidente Lula e seu prestígio internacional.
Uma postura lamentável que mostra o quão distante está dos fatos a nossa grande mídia em sua preocupação em fazer o jogo político a favor da oposição. Bem, para os que se mantém com complexo de vira-lata... Deu na revista Time!
terça-feira, 23 de março de 2010
Jessier Quirino - Problema Cardíuco Problema de Tucano Paulista
Pobrema Cardíuco
Jessier Quirino
Mas cumpade véio eu vou dizer um negóço a voceis...
Uma coisa qui num inzeste no sertããõ.... é pobrema cardíuco.
O pobrema cardíuco é uma duença que se adquére com o virus da letra “i”
Imposto de renda,iptu,icms,implacamento de carro,ingarrafamento i istresse!
Essas são as palava que causa pobrema cardíuco.
E no sertão num tem essas palava .
Ai mãe disse:
- pedo tu cuida no teu pobrema cardíuco, qui tu ta passano da idade,ai eu fui pa campina grande procurar um doutor coraçãozista,o dotô mandõ eu disimbestá in cima de uma correa,cum duas bengala pa sigurar.ai eu subi na correa e ele cumeçô a butar a correa pa disimbestar,e eu disimbestei im riba da correa, eu disse pode correr? ai ele butou correa e eu começêi a disimbestar, o doto disse ta cansado?
E eu disse ochente! e ouvera de eu me cansá cumumá correa???
Se eu vou todo dia no alto do bode buscar lenha,se eu vou todo dia no riacho dos caçóte buscar agua,ouvera de eu me cançá cumá correa???bota correa dotô..
Ai o doto buto correa ,butou correa , butou correa...ai eu disimbestei in cima do correa.. e fiquêi lá...e fui na pisadinha... na pisadinha... na pisadinha... quase que eu mato a correa de cansasso...ela ficou toda mole , butou pra esquentar , o dotô disse :
Senta aqui nessa cama.
Butou umas chupetinha nos meus peito...ligou a televisão do computador,e eu assisti meu coração fon-cio-nando!
A coisa mais linda do mundo éum coração foncionando. Aparece na telinha assim uns risquim pa cima e pa baixo
Umtrisco umpum e uma linha, umtrisco umpum e uma linha umtrisco umpum e uma liiiiiinha.... o doto me deu o resultado numpapé, eu butei numa modulra e dei de presente a mãe.mae butô na parede de lado do coração de jesuis,o coração de jeusis cuma coroa de ispinho,e o meu cum umtrisco umpum e uma linha.
Passado uns 5 , 6 meis...ai mae disse ô pedo,tu sabe quem ta vindo pu sertão pa disaluviar de um pobrema cardiuco???adeirado teu primo!!!
Ai eu disse ah!! mãe adeirado foi pa são palo quandera minino,o pau qui mais tem em sampalo é o virus da etra” i” ingarrafamento,istrésse!essa palava istrésse é de são paulo!!todo mundo lá tem essa palava istreeesse mãe! eu so cunheço um noidestino que foi pa são paulo que num pegou essa palava istresse...foi luiz di lindú. luiz de lindú só teve um istresse na vida ,foi quando ele cortou o dedo...cortou o dedo num acidente ai pronto ficou puralí...vai e coisa ,ai começou,a fundar sindicato,fazer greve,bate de frente cum patrao fundá partido , tumar cachaça chegou a presidente da república e num tem pobrema cardíuco mãe!mair diga a deirado qui venha simbora,diga a adeirado qui venha simbora ai nisso aderado chegou...
Eu disse adeirado o qui foi qui tu tivesse em são paulo? eu tive um pobrema cardíuco,o doto feiz um caceterismo,e disse qui eu num tivesse isstresse e qui eu cumesse uma cumida rica in ferro! ai eu disse voce vei pu lugar certo!pur que o sertão num tem istresse, voce vai tumá sopa de feixo demola de caminhão,suco de radiador de arrural,e mãe vai fazer sandáia japoneza no leite de coco qui é rica in burracha, voce vai ficar cum o coração novo..e nois vai fazer coisa qui num da istresse,pastorar passarim em barde de açude e pescarr....
Nóis tava no riacho dus caçóte pescando quando eu de pur fé derardo puf! teve um piripaque. eu disse meu deur du céu a derardo vai ter um pobrema cardiuco... ele levato e disse n,ão pedo eu num tive umpobrema cardiuco eu tive um istresse... eu dise qui diabo di istresse aderardo??tu num sabe o que o sertão nuntem essa palavra istresse???o sertão é mais tranquile du qui nossa sinhora rezando balançano os péis numa nuve...ele disse eu tive um istresse com essa cascavéi qui ta nos meus pés balançando o maracá!
Marrapáis conde eu olhei pá os pés de adrerardo, tinha uma cascavéi da grussura de um vrido de ineiscafè! eu tive uma raiva tão da mulesta dessa cascavéi rapaz... pur qui foi uma inresponsbilidade dela!!!! tá intendendo ? as cascavei num rái de dezoito légua da fazenda do meu pai , elas tudim cunhece os rudrigue de mederos e num tinha nada qui essa cascavéi ta nos pés de aderardo,qui ela sabe que aderardo é rudrigue de mederos e sabe qui adererdo é meu primo ....ai eu butei um oíá de guerra pa cascavéi... conde ela viu meu olhá de guerra!! ai disse:
A an qui nusseio que ,... eu disse an qui nusseio que não, qui você ta errada!! ela disse an qui nusseio que... eu disse: você ta errada!!! ai ela quiria correr conde ela preparou pa correr eu butei o pé..ai ela subiu pa me morder rapaoz , ai eu de de garra com ela cuma mão , pegue ela asiim pelo percosso de lumas tapa na zorea e disse: cascaver !!! fila da puta! tu quer me matar de veigonha quenga safada?!?!tu quer qui o povo pense qui riachos caçóte é o riio tietê,e qui esse barde de açúde é a venida polista quenga safada ?!?!?!?! tu num sabe que aderardo tem pobrema cardiuco!?!?!?! ai ela butou a linguinha pra fora e disse discurpe, ai adrerardo feis vuuuup! rapaiz ele deu um tique tão cachorro da mulesta qui incheu o bosso da camisa de terra e ralou a orea no chão,chegou lá no posto de saude butando os bofe pra fora ai o dotô disse: o sinhô ta sentindo falta de ar?? ai ele disse não.. eu to sintino é farta de sao paulo.ai nisso eu fui chegano,é dexe,dexe,dexe ele ir pa sao paulo , dexe ele ir pa sao paulo pur que um cabô co qui numpode ver uma cascaver pidindo discurpa a um sertanejo, um caba desse tem mais é qui ta im são paulo deixe ele ir ,deixe ele ir... ai pronto aderardo foi simbora ai nisso o doto me chamou...ei vamo acertar as conta?eu disse vamo!!!!!!!!!ai o doto disse : tem prano de saude?? eu disse tem não, ele nuntinha prano de aduecer...ai ele disse : home quer saber de uma coisa? vá simbóra!vá simbora ai eu disse: ochente!!! parece qui pegou ar.
Aécio não dará sossego nem trégua a Serra
Enquanto o candidato da oposição à presidência da República, o ainda governador de São Paulo (até o próximo dia 2) José Serra (PSDB-DEM-PPS) enfrenta uma greve de professores e mantém-se irredutível, recusando-se a recebê-los e a negociar - pelo contrário, reprime as manifestações da categoria - seu cordial inimigo governador de Minas, Aécio Neves (PSDB) faz bondades.
A nove dias da saída do cargo, dá aumento salarial de 10% a 15% a 900 mil servidores públicos e aposentados de Minas e deita falação. Fez um "esforço hercúleo" para conceder esse reajuste, mas conseguiu concedê-lo "acima das expectativas" diz Aécio. Mineiramente, critica indiretamente o colega paulista que sequer admite negociar com os representantes do magistério de São Paulo, categoria que reúne 210 mil professores.
Já "cantei" isso aqui antes: Aécio não esquecerá e Minas não perdoará jamais a forma autoritária com que ele e os mineiros foram alijados da disputa presidencial desse ano por Serra e pelo tucanato paulista.
Uma observação pertinente: na oposição ninguém acusa o aumento concedido por Aécio a nove dias de deixar o governo, de eleitoreiro; ou de infringir a legislação; ou de propaganda ilegal; ou mesmo de demagogia. Tampouco se lembra de recorrer à justiça eleitoral.
Já se fosse o presidente Lula ou um governador ou prefeito do PT que o concedesse, a reação seria muito diferente.Seria até manchete no Jornal Nacional; "Presidente dá aumento eleitoreiro, que infringe a legislação" ...e por ai iam...
A nove dias da saída do cargo, dá aumento salarial de 10% a 15% a 900 mil servidores públicos e aposentados de Minas e deita falação. Fez um "esforço hercúleo" para conceder esse reajuste, mas conseguiu concedê-lo "acima das expectativas" diz Aécio. Mineiramente, critica indiretamente o colega paulista que sequer admite negociar com os representantes do magistério de São Paulo, categoria que reúne 210 mil professores.
Já "cantei" isso aqui antes: Aécio não esquecerá e Minas não perdoará jamais a forma autoritária com que ele e os mineiros foram alijados da disputa presidencial desse ano por Serra e pelo tucanato paulista.
Uma observação pertinente: na oposição ninguém acusa o aumento concedido por Aécio a nove dias de deixar o governo, de eleitoreiro; ou de infringir a legislação; ou de propaganda ilegal; ou mesmo de demagogia. Tampouco se lembra de recorrer à justiça eleitoral.
Já se fosse o presidente Lula ou um governador ou prefeito do PT que o concedesse, a reação seria muito diferente.Seria até manchete no Jornal Nacional; "Presidente dá aumento eleitoreiro, que infringe a legislação" ...e por ai iam...
segunda-feira, 22 de março de 2010
Esforço de ajuste do IBOPE
O diretor-presidente do IBOPE, Carlos Augusto Montenegro nega ter falado o que efetivamente falou: "Não acredito que disse aquilo", assinala agora referindo-se às suas previsões sobre o desempenho da candidata Dilma Rousseff nas pesquisas.
Falou sim. Várias vezes e em sucessivas entrevistas. No dia 28 de abril pp afirmou na coluna Coisas da Política do JB: “Tudo indica que Dilma chegará ao final da campanha com cerca de 15% a 17% dos votos. O favorito continua sendo o governador de São Paulo, José Serra (PSDB). E, se ninguém mais se projetar, é grande o risco de a eleição ser decidida no primeiro turno. O Ciro Gomes (PSB), por exemplo, sai com 14%, mas pode acabar com 6%, 5%, 4%.”
No dia seguinte ao blog do Ricardo Kotscho: “Dilma deve, num primeiro momento, manter os mesmos índices anteriores. A transferência de votos do presidente Lula para ela chegará mais adiante a um patamar de 15%. A partir daí, será difícil conquistar cada ponto a mais.” Em julho, quando pesquisa do DataFolha detectou uma queda de 8% na vantagem de Serra sobre Dilma, insistiu: “Continuo com a mesma opinião. Defendo tudo aquilo que disse antes”.
"Não acredito que disse aquilo"
Agora, pela mais recente sondagem divulgada, a da CNI/IBOPE da semana passada - feita exatamente pelo Instituto de Montenegro - o candidato Serra (PSDB-DEM-PPS) tem 35%, só cinco pontos à frente da adversária Dilma (PT), que conta com 30%. O deputado Ciro Gomes (PSB-CE) soma 11%, e a senadora Marina Silva (PV-AC), 6%.
“Eu não acredito que disse aquilo. Deve haver algum engano. Numa eleição polarizada, com praticamente dois candidatos apenas, como é que eu poderia achar que a Dilma pararia em 20%? Até o Alckmin teve 40% contra o Lula...”, esquivou-se Montenegro na última 6ª feira em declarações ao IG. O portal registra que insistiu em maior análise, mas ele liquidou o assunto.
Para mim Montenegro, a essa altura, faria melhor se desse mais explicações sobre suas previsões tão furadas feitas há tão pouco tempo e se confessasse ser um dos muitos surpresos com o avanço do desempenho de Dilma nas pesquisas eleitorais.
Falou sim. Várias vezes e em sucessivas entrevistas. No dia 28 de abril pp afirmou na coluna Coisas da Política do JB: “Tudo indica que Dilma chegará ao final da campanha com cerca de 15% a 17% dos votos. O favorito continua sendo o governador de São Paulo, José Serra (PSDB). E, se ninguém mais se projetar, é grande o risco de a eleição ser decidida no primeiro turno. O Ciro Gomes (PSB), por exemplo, sai com 14%, mas pode acabar com 6%, 5%, 4%.”
No dia seguinte ao blog do Ricardo Kotscho: “Dilma deve, num primeiro momento, manter os mesmos índices anteriores. A transferência de votos do presidente Lula para ela chegará mais adiante a um patamar de 15%. A partir daí, será difícil conquistar cada ponto a mais.” Em julho, quando pesquisa do DataFolha detectou uma queda de 8% na vantagem de Serra sobre Dilma, insistiu: “Continuo com a mesma opinião. Defendo tudo aquilo que disse antes”.
"Não acredito que disse aquilo"
Agora, pela mais recente sondagem divulgada, a da CNI/IBOPE da semana passada - feita exatamente pelo Instituto de Montenegro - o candidato Serra (PSDB-DEM-PPS) tem 35%, só cinco pontos à frente da adversária Dilma (PT), que conta com 30%. O deputado Ciro Gomes (PSB-CE) soma 11%, e a senadora Marina Silva (PV-AC), 6%.
“Eu não acredito que disse aquilo. Deve haver algum engano. Numa eleição polarizada, com praticamente dois candidatos apenas, como é que eu poderia achar que a Dilma pararia em 20%? Até o Alckmin teve 40% contra o Lula...”, esquivou-se Montenegro na última 6ª feira em declarações ao IG. O portal registra que insistiu em maior análise, mas ele liquidou o assunto.
Para mim Montenegro, a essa altura, faria melhor se desse mais explicações sobre suas previsões tão furadas feitas há tão pouco tempo e se confessasse ser um dos muitos surpresos com o avanço do desempenho de Dilma nas pesquisas eleitorais.
PEÇONHA VIRTUAL
Caros amigos e leitores. Este texto primoroso foi escrito em 2005. Me foi enviado pelo amigo Adauto do Grupo Beatrice. Veio assinado por Veruska, que de fato é Vera Marques. Para quem não leu vale a pena a leitura, e para quem leu leia novamente ele continua atualizadissimo.
Artur Virgílio é uma abominação. Um idiota, criado no seio de uma ridícula família burguesa, que se acha aristocrata só porque tem a falta de imaginação de repetir o mesmo nome há quatro gerações.
É um cafajeste metido a refinado, que grita com mulher em público e acha aceitável ameaçar dar uma surra no Presidente da República..
ACM Neto também é um boçalzinho, que nunca precisou trabalhar duro na vida, se elegeu deputado às custas do avô coronel. E que avô, hein? Fraudador de painel de votação do Congresso que, quando se viu prestes a perder o mandato, não honrou as calças que vestia e renunciou. Não vale um traque de José Dirceu. Pois é o netinho deste sujeito asqueroso quem se acha no direito de ameaçar publicamente o Presidente da República do Brasil, eleito com a maior votação da história. Queria ver ser macho pra ameaçar um dos generais ditadores que seu vovô tanto apoiava. Bravateiro, inconseqüente, arrogante, sem um pingo de compostura e decoro para exercer o cargo que exerce.
A louca da Heloísa Helena, que acha que ser de esquerda é fazer esse triste papel de lavadora das privadas da direita, o qual vem exercendo há tempos, também achou bonito ameaçar de pancada o mandatário maior da nação. É claro que não foi levada a sério, pois além de mal poder com um gato morto pelo rabo, sempre teve fama de histérica e mal-amada, que faz da agressividade verbal exibicionista uma espécie de sexualidade alternativa. É uma piada ambulante, até naquele Congresso de bufões.
O Brasil tem hoje a pior bancada na Câmara Federal de todos os tempos.Com raras e honrosas exceções, que só confirmam a regra.
E também, salvo as raras e honrosas exceções confirmadoras, o Brasil tem hoje a pior imprensa que já teve desde que vendidos e golpistas como Carlos Lacerda e David Nasser bateram as botas.
A começar pelas “estrelas” dos noticiários e programas de entrevistas.
Arnaldo Jabor é um cineasta fracassado, que cometeu três filmecos pornográficos, metidos a cult. Desistiu, felizmente, e quando pensávamos estar livres de sua falta de talento, eis que o monstro ressurge e resolve torrar nossa paciência de outro jeito: fingindo que está com encosto do Paulo Francis. Paulo Francis era um direitista doente. Mas, pelo menos era ele mesmo. Uma bosta de ele mesmo, vale lembrar. Agora, imagine um pastiche desta bosta? Acertou, é Arnaldo Jabor.
Jô Soares é o filho único de um casal de grã-finos, criado no Copacabana Palace, e que nunca conseguiu superar a idade mental de doze anos. Tanto que não consegue fechar a boca e comer do jeito que um homem de sessenta anos deveria. Com barbas brancas na cara, continua se comportando como o garoto gordo que faz o papel de bobo da classe. Acha que é engraçado, quando está sendo apenas ridículo. Acha que é mais inteligente que todo mundo, quando só é arrogante. Assistiu um programinha mambembe de um entrevistador estadunidense, imitou em tudo, até no cenário, e com isso se sente no direito de humilhar seus entrevistados, seus músicos, sua equipe técnica e até sua platéia. Ou claque, melhor dizendo.Agora, decidiu que seu papel de deformador de opinião é fazer campanha declarada contra um governo que foi democraticamente eleito.
Nas quartas-feiras, reúne no seu picadeiro um grupelho de peruas, todas na menopausa e se achando o máximo por serem debochadamente chamadas de “meninas”.
Cristiane Lobo ri com cara de idiota e concorda com tudo que o Gordo diz. Talvez com medo de perder o empreguinho global e ter de cobrir defunto de periferia na Record.
A pobre professora da USP , que deve estar por lá atrás de um mensalinho pra engordar seus honorários, tenta falar, mas, é sempre atropelada por Lúcia Hipólito. Aí sorri amarelo e deixa pra lá, com aquela cara de “tia” que entende a ignorância das criancinhas.
Ana Maria quela mistura de loura do Tchan com foca de jornal de bairro, é tão competente que só conseguiu emprego mesmo no falido JB. Diz um monte de besteiras, sacode as bijuterias e faz caras e bocas pra câmera, talvez sonhando com um convite tardio para posar na Playboy.
E tem a Lúcia Hipólito, a pior figura que já apareceu na telinha nos últimos tempos. É feia, é brega, é antipática, é arrogante, é mal educada, interrompe a fala das outras e ainda se acha a última coca-cola gelada do sertão. Parece a bruxa malvada das antigas histórias da Disney. É o estereótipo da perua de família rica que quer se afirmar como “intelectual” pra esnobar as amigas no chá das cinco. Apresenta-se como “cientista política”. Como assim, “cientista”? Alguém já leu algum artigo científico desta senhora? Já discutiu seus livros em algum congresso? Já viu o currículo Lattes dela? Ela realiza suas pesquisas científicas em qual instituição?
O que se sabe é que exerce função de jornalista e pelo que se intitula, sem ter a devida formação na área. Mas, acha que pode ditar regras sobre tudo. Solta batatas imperdoáveis até na boca de um estudante de primeiro período de sociologia. Como a da última quarta-feira, dia dois de novembro, quando disse que não poderíamos ter escolhido Lula para “gerenciar” o Brasil, “pois ele nunca gerenciou nem mesmo um carrinho de pipocas”.
Claro que todo mundo que estudou “ciências políticas” sabe o quanto é importante a experiência gerencial de carrinhos de pipocas na carreira de um presidente da república, não é mesmo?
Alguém precisa avisar à “cientista” que o cargo de Presidente da República é representativo e não gerencial. E que o Estado não é uma empresa. Tem relações sociais, econômicas e humanas bem mais complexas que uma padaria ou uma fábrica de automóveis. Não pressupõe a hierarquia existente em uma empresa. Não visa o lucro e não tem dono. Se a gente fosse escolher Presidente, como se escolhe gerente, era melhor fazer concurso público em vez de eleição.
A única das “meninas” que dizia coisa com coisa, a veterana jornalista Teresa Cruivinel, foi posta pra fora do programa, ou saiu de lá correndo para não pagar mais mico naquele festim idiota, que mais parece um fim de tarde na Daslu.
E o que temos na mídia impressa? A revista VEJA.
A revista VEJA merece um capítulo à parte, pois já deixou de ser uma publicação jornalística, pra embarcar no gênero ficcional com narrativa de literatura fantástica. Traz em suas páginas seres que só poderiam existir mesmo na ficção fantástica, como o Diogo Mainard.
Eu até acredito em fadas, saci, duendes e fantasmas. Mas, não acredito que alguém como o Diogo Mainard possa existir de verdade.
O pior é que, ao embarcar na literatura de ficção fantástica, a VEJA devia ter, pelo menos, treinado seus repórteres, distribuindo um exemplar de “Os Cavalinhos de Platiplanto”, clássico do gênero, escrito por J.J.Veiga. A boa referência literária faria com que as criaturas, pelo menos, conseguissem imaginar uma historieta melhor do que esta de Fidel mandando ao Brasil dinheiro para financiar a campanha de Lula. E ainda escondido em caixas de uísque. Por que não caixas de charutos, que seria mais verossímil? Ou será que Fidel invadiu o Paraguai desde 2002 e a gente ainda não sabe?
As outras publicações chafurdam num mar de jabaculês, sensacionalismo e ignorância.
Nem escrever corretamente em português conseguem mais.
Mas, é essa imprensa sem preparo e totalmente comprometida com as forças conservadoras que forma a opinião da classe média brasileira.
A classe média brasileira que é tonta, idiota e tem péssima formação educacional. Quem chega a fazer faculdade, nunca mais lê um livro, depois que se forma. Quando lê, é auto-ajuda, escrita pelo Lair Ribeiro.
Mesmo assim, essa turma acha que é bem informada às custas de VEJAS, ÉPOCAS, FOLHAS, GLOBOS e se sente elite, adotando as idéias e comportamentos da gentalha da mídia, que forma sua opinião.
Já a elite de verdade é hipócrita, canalha, egoísta e cruel. Tem ódio de Lula, por ser mestiço, nordestino e pobre. Acha um insulto ser governada por ele e se pudesse já o teria tirado do poder na ponta da baioneta, como fez com João Goulart, que nem pobre, nem nordestino era, apenas um moderado socialista.
É uma elite pobre de cultura e formação, composta por quatrocentões decadentes, descendentes de degredados, que se julgam nobres e por emergentes ridículos, que se sentem quatrocentões.
Uma elite ignara, que compra livros como de fossem azulejos, para decorar paredes.
E é uma elite burra, que nunca leu Gilberto Freyre nem Adam Smith e não aprendeu que, até para poder continuar a habitar a casa grande, precisa deixar a senzala comer um pouco melhor.
Não, Poeta Cazuza, eu não vou “pedir piedade para esta gente careta e covarde!” “Pelo menos esta noite, não.” Estou mais é querendo que todos eles vão pro diabo que os carregue.
Estou de saco cheio de tanta baixaria, mediocridade, autoritarismo, maucaratismo e violência real e simbólica.
Estou de saco cheio de ver esses cretinos mentindo, enganando e manipulando pra não deixar que o sonho do povo se realize.
Estou de saco cheio de ver a desfaçatez com que tentam convencer o povo de que ele sempre toma a decisão errada e que, por isso, é melhor não decidir mais e entregar o país pra que eles, os iluminados, governem.
Estou de saco cheio de ver esse mesmo filme se repetindo nos últimos quarenta anos, desde que me entendo por gente: a elite canalha governando, mesmo que à força. A classe média pusilânime aplaudindo, e se sentindo representada, como se tivesse algum poder. E o povo, sofrido e conformado, “levando pedras como penitente” e sonhando com um Messias, que o virá salvar.
Estou de saco cheio de ver o país dar um passo adiante e dez para trás, por que o progresso democrático contraria os interesses de meia dúzia de poderosos, cuja ganância é maior que o tempo que eles terão de vida para aproveitar o produto de sua perversidade.
Estou de saco cheio de ver o único Governo em muitos anos que nos livrou do FMI, voltou a financiar moradias, criou um programa de segurança alimentar para atender os famintos, assumiu a liderança da América Latina e impôs respeito no mundo todo, ser execrado diariamente nos jornais, como se tivesse inventado a corrupção, a violência e todos os problemas que o país arrasta há quinhentos anos.
Estou de saco cheio de saber que isso é preconceito, sim. É ódio de classe, sim. É desejo de manter privilégios inaceitáveis, sim. Pois quando o sociólogo da Sorbone quebrou o país três vezes, liquidou o patrimônio do país a preço de banana, sucateou o parque industrial do país com uma política monetária absurda, multiplicou a dívida externa e comprou votos pela bagatela de duzentos mil para se reeleger, nunca mereceu da mídia o linchamento diário que vêm recebendo o Governo Lula e o PT. Nunca foi desrespeitado em plenário pela oposição da forma como o presidente Lula tem sido desrespeitado. Nunca foi ameaçado de pancada por um canalha, uma histérica e um herdeirozinho de quinta categoria.
Estou de saco cheio de ver tanta injustiça, tanta mentira tanta cara-de-pau, tanta irresponsabilidade com o futuro do país, no esforço de criar uma crise que eles sabem que é hipócrita, falsa e eleitoreira, pois trata como novidade práticas seculares.
E tudo isso em um momento que poderíamos estar aproveitando para crescer, promover o bem-estar do povo, afirmar nossa grandeza como nação pacífica e progressista diante do mundo.
Eles não se importam em jogar na lata do lixo da história o futuro das nossas crianças, desde que´possam trazer de volta ao poder o partido da compra de votos, da privataria, da dengue, da quebradeira e do apagão
Eles não pensam que, se interrompermos os projetos sociais que hoje assistem a mais de trinta milhões de brasileiros, estaremos fomentando ainda mais os bolsões de miséria, donde sairão os bandidos que matarão, seqüestrarão e roubarão a paz de seus filhos e netos.
Essa gente dorme, meu Deus? Essa gente coloca a cabeça no travesseiro à noite e sonha com os anjos, sem ouvir a voz do Ministro Gil cantando insistentemente em seus ouvidos “gente estúpida, gente hipócrita” ?
Se você está acostumado a ler meus textos, deve estar espantado e até indignado com a virulência e agressividade deste aqui. Deve estar também de saco cheio de me ver aqui a xingar e blasfemar por tantas linhas. Pois saiba que é exatamente assim que estou me sentindo, depois de passar seis meses sendo submetida a um bombardeio diário de baixarias e canalhices golpistas daqueles que querem única e exclusivamente o poder.
Esse texto é um desabafo, uma vingança, um grito transbordante de quem está de saco cheio de agir corretamente, de respeitar os outros, de seguir as leis, a Ética, os bons modos, o politicamente correto e, olhando em volta, ver o triunfo dos canalhas sobre o homem de bem, do medo sobre a esperança, da covardia sobre a vontade de mudar pra melhor.
É um gesto de legítima defesa, destes que a campanha do “NÃO” tanto nos convenceu ser um direito.
O texto está ofensivo, grosseiro, chocante? Que bom! Era isso mesmo que eu queria.Que toda a bile que derramei aqui possa chegar até essa gente nefasta e provocar neles raiva, amargor, ódio, ressentimento.
Palavras não matam, mas, ferem. Ficam ecoando na cabeça e infernizando a alma por muito tempo.
Tomara que todos eles leiam. E tenham um mau dia. Uma péssima semana. E um mês pior ainda.
Veruska
Artur Virgílio é uma abominação. Um idiota, criado no seio de uma ridícula família burguesa, que se acha aristocrata só porque tem a falta de imaginação de repetir o mesmo nome há quatro gerações.
É um cafajeste metido a refinado, que grita com mulher em público e acha aceitável ameaçar dar uma surra no Presidente da República..
ACM Neto também é um boçalzinho, que nunca precisou trabalhar duro na vida, se elegeu deputado às custas do avô coronel. E que avô, hein? Fraudador de painel de votação do Congresso que, quando se viu prestes a perder o mandato, não honrou as calças que vestia e renunciou. Não vale um traque de José Dirceu. Pois é o netinho deste sujeito asqueroso quem se acha no direito de ameaçar publicamente o Presidente da República do Brasil, eleito com a maior votação da história. Queria ver ser macho pra ameaçar um dos generais ditadores que seu vovô tanto apoiava. Bravateiro, inconseqüente, arrogante, sem um pingo de compostura e decoro para exercer o cargo que exerce.
A louca da Heloísa Helena, que acha que ser de esquerda é fazer esse triste papel de lavadora das privadas da direita, o qual vem exercendo há tempos, também achou bonito ameaçar de pancada o mandatário maior da nação. É claro que não foi levada a sério, pois além de mal poder com um gato morto pelo rabo, sempre teve fama de histérica e mal-amada, que faz da agressividade verbal exibicionista uma espécie de sexualidade alternativa. É uma piada ambulante, até naquele Congresso de bufões.
O Brasil tem hoje a pior bancada na Câmara Federal de todos os tempos.Com raras e honrosas exceções, que só confirmam a regra.
E também, salvo as raras e honrosas exceções confirmadoras, o Brasil tem hoje a pior imprensa que já teve desde que vendidos e golpistas como Carlos Lacerda e David Nasser bateram as botas.
A começar pelas “estrelas” dos noticiários e programas de entrevistas.
Arnaldo Jabor é um cineasta fracassado, que cometeu três filmecos pornográficos, metidos a cult. Desistiu, felizmente, e quando pensávamos estar livres de sua falta de talento, eis que o monstro ressurge e resolve torrar nossa paciência de outro jeito: fingindo que está com encosto do Paulo Francis. Paulo Francis era um direitista doente. Mas, pelo menos era ele mesmo. Uma bosta de ele mesmo, vale lembrar. Agora, imagine um pastiche desta bosta? Acertou, é Arnaldo Jabor.
Jô Soares é o filho único de um casal de grã-finos, criado no Copacabana Palace, e que nunca conseguiu superar a idade mental de doze anos. Tanto que não consegue fechar a boca e comer do jeito que um homem de sessenta anos deveria. Com barbas brancas na cara, continua se comportando como o garoto gordo que faz o papel de bobo da classe. Acha que é engraçado, quando está sendo apenas ridículo. Acha que é mais inteligente que todo mundo, quando só é arrogante. Assistiu um programinha mambembe de um entrevistador estadunidense, imitou em tudo, até no cenário, e com isso se sente no direito de humilhar seus entrevistados, seus músicos, sua equipe técnica e até sua platéia. Ou claque, melhor dizendo.Agora, decidiu que seu papel de deformador de opinião é fazer campanha declarada contra um governo que foi democraticamente eleito.
Nas quartas-feiras, reúne no seu picadeiro um grupelho de peruas, todas na menopausa e se achando o máximo por serem debochadamente chamadas de “meninas”.
Cristiane Lobo ri com cara de idiota e concorda com tudo que o Gordo diz. Talvez com medo de perder o empreguinho global e ter de cobrir defunto de periferia na Record.
A pobre professora da USP , que deve estar por lá atrás de um mensalinho pra engordar seus honorários, tenta falar, mas, é sempre atropelada por Lúcia Hipólito. Aí sorri amarelo e deixa pra lá, com aquela cara de “tia” que entende a ignorância das criancinhas.
Ana Maria quela mistura de loura do Tchan com foca de jornal de bairro, é tão competente que só conseguiu emprego mesmo no falido JB. Diz um monte de besteiras, sacode as bijuterias e faz caras e bocas pra câmera, talvez sonhando com um convite tardio para posar na Playboy.
E tem a Lúcia Hipólito, a pior figura que já apareceu na telinha nos últimos tempos. É feia, é brega, é antipática, é arrogante, é mal educada, interrompe a fala das outras e ainda se acha a última coca-cola gelada do sertão. Parece a bruxa malvada das antigas histórias da Disney. É o estereótipo da perua de família rica que quer se afirmar como “intelectual” pra esnobar as amigas no chá das cinco. Apresenta-se como “cientista política”. Como assim, “cientista”? Alguém já leu algum artigo científico desta senhora? Já discutiu seus livros em algum congresso? Já viu o currículo Lattes dela? Ela realiza suas pesquisas científicas em qual instituição?
O que se sabe é que exerce função de jornalista e pelo que se intitula, sem ter a devida formação na área. Mas, acha que pode ditar regras sobre tudo. Solta batatas imperdoáveis até na boca de um estudante de primeiro período de sociologia. Como a da última quarta-feira, dia dois de novembro, quando disse que não poderíamos ter escolhido Lula para “gerenciar” o Brasil, “pois ele nunca gerenciou nem mesmo um carrinho de pipocas”.
Claro que todo mundo que estudou “ciências políticas” sabe o quanto é importante a experiência gerencial de carrinhos de pipocas na carreira de um presidente da república, não é mesmo?
Alguém precisa avisar à “cientista” que o cargo de Presidente da República é representativo e não gerencial. E que o Estado não é uma empresa. Tem relações sociais, econômicas e humanas bem mais complexas que uma padaria ou uma fábrica de automóveis. Não pressupõe a hierarquia existente em uma empresa. Não visa o lucro e não tem dono. Se a gente fosse escolher Presidente, como se escolhe gerente, era melhor fazer concurso público em vez de eleição.
A única das “meninas” que dizia coisa com coisa, a veterana jornalista Teresa Cruivinel, foi posta pra fora do programa, ou saiu de lá correndo para não pagar mais mico naquele festim idiota, que mais parece um fim de tarde na Daslu.
E o que temos na mídia impressa? A revista VEJA.
A revista VEJA merece um capítulo à parte, pois já deixou de ser uma publicação jornalística, pra embarcar no gênero ficcional com narrativa de literatura fantástica. Traz em suas páginas seres que só poderiam existir mesmo na ficção fantástica, como o Diogo Mainard.
Eu até acredito em fadas, saci, duendes e fantasmas. Mas, não acredito que alguém como o Diogo Mainard possa existir de verdade.
O pior é que, ao embarcar na literatura de ficção fantástica, a VEJA devia ter, pelo menos, treinado seus repórteres, distribuindo um exemplar de “Os Cavalinhos de Platiplanto”, clássico do gênero, escrito por J.J.Veiga. A boa referência literária faria com que as criaturas, pelo menos, conseguissem imaginar uma historieta melhor do que esta de Fidel mandando ao Brasil dinheiro para financiar a campanha de Lula. E ainda escondido em caixas de uísque. Por que não caixas de charutos, que seria mais verossímil? Ou será que Fidel invadiu o Paraguai desde 2002 e a gente ainda não sabe?
As outras publicações chafurdam num mar de jabaculês, sensacionalismo e ignorância.
Nem escrever corretamente em português conseguem mais.
Mas, é essa imprensa sem preparo e totalmente comprometida com as forças conservadoras que forma a opinião da classe média brasileira.
A classe média brasileira que é tonta, idiota e tem péssima formação educacional. Quem chega a fazer faculdade, nunca mais lê um livro, depois que se forma. Quando lê, é auto-ajuda, escrita pelo Lair Ribeiro.
Mesmo assim, essa turma acha que é bem informada às custas de VEJAS, ÉPOCAS, FOLHAS, GLOBOS e se sente elite, adotando as idéias e comportamentos da gentalha da mídia, que forma sua opinião.
Já a elite de verdade é hipócrita, canalha, egoísta e cruel. Tem ódio de Lula, por ser mestiço, nordestino e pobre. Acha um insulto ser governada por ele e se pudesse já o teria tirado do poder na ponta da baioneta, como fez com João Goulart, que nem pobre, nem nordestino era, apenas um moderado socialista.
É uma elite pobre de cultura e formação, composta por quatrocentões decadentes, descendentes de degredados, que se julgam nobres e por emergentes ridículos, que se sentem quatrocentões.
Uma elite ignara, que compra livros como de fossem azulejos, para decorar paredes.
E é uma elite burra, que nunca leu Gilberto Freyre nem Adam Smith e não aprendeu que, até para poder continuar a habitar a casa grande, precisa deixar a senzala comer um pouco melhor.
Não, Poeta Cazuza, eu não vou “pedir piedade para esta gente careta e covarde!” “Pelo menos esta noite, não.” Estou mais é querendo que todos eles vão pro diabo que os carregue.
Estou de saco cheio de tanta baixaria, mediocridade, autoritarismo, maucaratismo e violência real e simbólica.
Estou de saco cheio de ver esses cretinos mentindo, enganando e manipulando pra não deixar que o sonho do povo se realize.
Estou de saco cheio de ver a desfaçatez com que tentam convencer o povo de que ele sempre toma a decisão errada e que, por isso, é melhor não decidir mais e entregar o país pra que eles, os iluminados, governem.
Estou de saco cheio de ver esse mesmo filme se repetindo nos últimos quarenta anos, desde que me entendo por gente: a elite canalha governando, mesmo que à força. A classe média pusilânime aplaudindo, e se sentindo representada, como se tivesse algum poder. E o povo, sofrido e conformado, “levando pedras como penitente” e sonhando com um Messias, que o virá salvar.
Estou de saco cheio de ver o país dar um passo adiante e dez para trás, por que o progresso democrático contraria os interesses de meia dúzia de poderosos, cuja ganância é maior que o tempo que eles terão de vida para aproveitar o produto de sua perversidade.
Estou de saco cheio de ver o único Governo em muitos anos que nos livrou do FMI, voltou a financiar moradias, criou um programa de segurança alimentar para atender os famintos, assumiu a liderança da América Latina e impôs respeito no mundo todo, ser execrado diariamente nos jornais, como se tivesse inventado a corrupção, a violência e todos os problemas que o país arrasta há quinhentos anos.
Estou de saco cheio de saber que isso é preconceito, sim. É ódio de classe, sim. É desejo de manter privilégios inaceitáveis, sim. Pois quando o sociólogo da Sorbone quebrou o país três vezes, liquidou o patrimônio do país a preço de banana, sucateou o parque industrial do país com uma política monetária absurda, multiplicou a dívida externa e comprou votos pela bagatela de duzentos mil para se reeleger, nunca mereceu da mídia o linchamento diário que vêm recebendo o Governo Lula e o PT. Nunca foi desrespeitado em plenário pela oposição da forma como o presidente Lula tem sido desrespeitado. Nunca foi ameaçado de pancada por um canalha, uma histérica e um herdeirozinho de quinta categoria.
Estou de saco cheio de ver tanta injustiça, tanta mentira tanta cara-de-pau, tanta irresponsabilidade com o futuro do país, no esforço de criar uma crise que eles sabem que é hipócrita, falsa e eleitoreira, pois trata como novidade práticas seculares.
E tudo isso em um momento que poderíamos estar aproveitando para crescer, promover o bem-estar do povo, afirmar nossa grandeza como nação pacífica e progressista diante do mundo.
Eles não se importam em jogar na lata do lixo da história o futuro das nossas crianças, desde que´possam trazer de volta ao poder o partido da compra de votos, da privataria, da dengue, da quebradeira e do apagão
Eles não pensam que, se interrompermos os projetos sociais que hoje assistem a mais de trinta milhões de brasileiros, estaremos fomentando ainda mais os bolsões de miséria, donde sairão os bandidos que matarão, seqüestrarão e roubarão a paz de seus filhos e netos.
Essa gente dorme, meu Deus? Essa gente coloca a cabeça no travesseiro à noite e sonha com os anjos, sem ouvir a voz do Ministro Gil cantando insistentemente em seus ouvidos “gente estúpida, gente hipócrita” ?
Se você está acostumado a ler meus textos, deve estar espantado e até indignado com a virulência e agressividade deste aqui. Deve estar também de saco cheio de me ver aqui a xingar e blasfemar por tantas linhas. Pois saiba que é exatamente assim que estou me sentindo, depois de passar seis meses sendo submetida a um bombardeio diário de baixarias e canalhices golpistas daqueles que querem única e exclusivamente o poder.
Esse texto é um desabafo, uma vingança, um grito transbordante de quem está de saco cheio de agir corretamente, de respeitar os outros, de seguir as leis, a Ética, os bons modos, o politicamente correto e, olhando em volta, ver o triunfo dos canalhas sobre o homem de bem, do medo sobre a esperança, da covardia sobre a vontade de mudar pra melhor.
É um gesto de legítima defesa, destes que a campanha do “NÃO” tanto nos convenceu ser um direito.
O texto está ofensivo, grosseiro, chocante? Que bom! Era isso mesmo que eu queria.Que toda a bile que derramei aqui possa chegar até essa gente nefasta e provocar neles raiva, amargor, ódio, ressentimento.
Palavras não matam, mas, ferem. Ficam ecoando na cabeça e infernizando a alma por muito tempo.
Tomara que todos eles leiam. E tenham um mau dia. Uma péssima semana. E um mês pior ainda.
Veruska
quinta-feira, 18 de março de 2010
CNI/Ibope: 53% preferem candidato apoiado por Lula
Pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta quarta-feira (17) indica que 53% dos entrevistados preferem votar em um candidato à Presidência da República que seja apoiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 10% querem um candidato de oposição e 33% afirmam que não levarão em conta a posição do presidente ao votar.
Por outro lado, 42% desconhecem quem Lula apoia para as eleições deste ano (39% não souberam responder e 3% afirmaram o nome de outros candidatos) e 58% disseram que o presidente apoia a ministra-chefe da Casa Civil e pré-candidata do PT, Dilma Rousseff.
A medição a influência do presidente Lula nas intenções de voto para a disputa de 2010 é uma novidade desta pesquisa Ibope. Outros institutos, como o Vox Populi, já haviam incluído esta questão em seus levantamentos, mas no Ibope é a primeira vez que este dado surge.
A pesquisa foi realizada de 6 a 10 março e foram entrevistados 2002 eleitores de 16 anos ou mais em 140 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Serra 35%, Dilma 30%
A CNI/Ibope estimulada com os quatro principais pré-candidato à Presidência da República aponta José Serra (PDSB) com 35% da intenções de voto dos eleitores, seguido por Dilma Rousseff (PT), que recebeu 30% das intenções. Ciro Gomes (PPS) obteve 11% e Marina Silva (PV), 6%.
A ministra Dilma cresceu 13 pontos percentuais. Em dezembro de 2009, ela tinha 17% das intenções de votos. O governador de São Paulo permanece na liderança, mas com 3 pontos percentuais abaixo do registrado na pesquisa anterior. O deputado Ciro tinha 13% das intenções em dezembro, oscilando 2 pontos percentuais dentro da margem de erro, e Marina Silva manteve os mesmos 6% registrados há três meses.
Ainda desconhecida, Dilma pode crescer
Um fator importante a ser considerado na pesquisa é que a pré-candidata do PT é conhecida "bem" ou "mais ou menos" por menos da metade dos eleitores (44% dos entrevistados). Já o governador de São Paulo, José Serra, é o pré-candidato à Presidência da República mais conhecido pela população - 65% dos entrevistados afirmam conhecê-lo "bem" ou "mais ou menos". Esse dado sugere que Dilma tem mais chances de crescer nas pesquisas na medida em que o eleitorado for tomando ciência de sua candidatura, enquanto Serra já é bem conhecido do eleitorado e não teria muito mais a conquistar entre os eleitores indecisos. Além disso, a rejeição de Dilma caiu para 27%, ante os 41% da pesquisa divulgada há 3 meses. Serra tem rejeição semelhante (25%).
Na pesquisa espontânea -- na qual o entrevistador não mostra ao eleitor nenhuma lista quando lhe pergunta em quem votaria se a eleição fosse hoje -- o presidente Lula, mesmo não sendo candidato, continua disparado na frente, com 20% das intenções espontâneas de voto. Dilma vem em seguida, com 14% e Serra aparece em terceiro, com 10%.
Avaliação do governo bate recorde
Outro dado preocupante para a oposição e animador para o governo é que a popularidade do presidente lula continua nas alturas. Segundo a pesquisa CNI/Ibope, a avaliação positiva do governo cresceu em março deste ano e bateu seu recorde.
O governo Lula foi avaliado de forma positiva por 75% dos brasileiros, contra 72% que manifestaram a mesma posição em novembro de 2009. Outros 19% avaliaram o governo Lula como regular, e 5% como ruim ou péssimo.
A aprovação pessoal do presidente Lula se manteve estável em 83%. Este mês, 13% disseram desaprovar o governo Lula, e 4% não sabem ou não quiserem responder.
Na comparação entre o primeiro e o segundo mandatos do presidente, 49% consideram que o segundo é melhor que o anterior. Outros 40% consideram igual, e 9% dizem que o segundo é pior que o primeiro.
Por outro lado, 42% desconhecem quem Lula apoia para as eleições deste ano (39% não souberam responder e 3% afirmaram o nome de outros candidatos) e 58% disseram que o presidente apoia a ministra-chefe da Casa Civil e pré-candidata do PT, Dilma Rousseff.
A medição a influência do presidente Lula nas intenções de voto para a disputa de 2010 é uma novidade desta pesquisa Ibope. Outros institutos, como o Vox Populi, já haviam incluído esta questão em seus levantamentos, mas no Ibope é a primeira vez que este dado surge.
A pesquisa foi realizada de 6 a 10 março e foram entrevistados 2002 eleitores de 16 anos ou mais em 140 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Serra 35%, Dilma 30%
A CNI/Ibope estimulada com os quatro principais pré-candidato à Presidência da República aponta José Serra (PDSB) com 35% da intenções de voto dos eleitores, seguido por Dilma Rousseff (PT), que recebeu 30% das intenções. Ciro Gomes (PPS) obteve 11% e Marina Silva (PV), 6%.
A ministra Dilma cresceu 13 pontos percentuais. Em dezembro de 2009, ela tinha 17% das intenções de votos. O governador de São Paulo permanece na liderança, mas com 3 pontos percentuais abaixo do registrado na pesquisa anterior. O deputado Ciro tinha 13% das intenções em dezembro, oscilando 2 pontos percentuais dentro da margem de erro, e Marina Silva manteve os mesmos 6% registrados há três meses.
Ainda desconhecida, Dilma pode crescer
Um fator importante a ser considerado na pesquisa é que a pré-candidata do PT é conhecida "bem" ou "mais ou menos" por menos da metade dos eleitores (44% dos entrevistados). Já o governador de São Paulo, José Serra, é o pré-candidato à Presidência da República mais conhecido pela população - 65% dos entrevistados afirmam conhecê-lo "bem" ou "mais ou menos". Esse dado sugere que Dilma tem mais chances de crescer nas pesquisas na medida em que o eleitorado for tomando ciência de sua candidatura, enquanto Serra já é bem conhecido do eleitorado e não teria muito mais a conquistar entre os eleitores indecisos. Além disso, a rejeição de Dilma caiu para 27%, ante os 41% da pesquisa divulgada há 3 meses. Serra tem rejeição semelhante (25%).
Na pesquisa espontânea -- na qual o entrevistador não mostra ao eleitor nenhuma lista quando lhe pergunta em quem votaria se a eleição fosse hoje -- o presidente Lula, mesmo não sendo candidato, continua disparado na frente, com 20% das intenções espontâneas de voto. Dilma vem em seguida, com 14% e Serra aparece em terceiro, com 10%.
Avaliação do governo bate recorde
Outro dado preocupante para a oposição e animador para o governo é que a popularidade do presidente lula continua nas alturas. Segundo a pesquisa CNI/Ibope, a avaliação positiva do governo cresceu em março deste ano e bateu seu recorde.
O governo Lula foi avaliado de forma positiva por 75% dos brasileiros, contra 72% que manifestaram a mesma posição em novembro de 2009. Outros 19% avaliaram o governo Lula como regular, e 5% como ruim ou péssimo.
A aprovação pessoal do presidente Lula se manteve estável em 83%. Este mês, 13% disseram desaprovar o governo Lula, e 4% não sabem ou não quiserem responder.
Na comparação entre o primeiro e o segundo mandatos do presidente, 49% consideram que o segundo é melhor que o anterior. Outros 40% consideram igual, e 9% dizem que o segundo é pior que o primeiro.
Palestinos querem Lula como secretário-geral da ONU

BBC Brasil
O porta-voz da Presidência palestina, Mohamed Edwan, afirmou nesta quarta-feira que espera que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja o próximo secretário-geral da Organização das Nações Unidas, cargo que atualmente é ocupado pelo sul-coreano Ban Ki-moon.
Durante a visita do presidente Lula a Ramallah, na Cisjordânia, o porta-voz do presidente palestino, Mahmoud Abbas, disse à BBC Brasil que “vemos o presidente Lula como nosso irmão”.
“Achamos que ele poderia ser um ótimo secretário-geral da ONU, pois é um homem de paz e de diálogo e sabe negociar de maneira inteligente e admirável”, disse Edwan.
“O próprio presidente Abbas também pensa assim”, acrescentou o porta-voz.
Durante a inauguração da Rua Brasil em Ramallah, os palestinos presentes aplaudiram de pé o presidente brasileiro e gritaram “Viva Lula!”.
Clique Leia na BBC Brasil: Lula inaugura 'Rua Brasil' em frente à sede da Autoridade Palestina
Para o primeiro-ministro palestino, Salam Fayad, que falou ao lado de Lula, “muitos dos que aplaudiram não entendem português, mas o presidente Lula fala uma língua universal, que todos entendem”.
Sugestão
O palestino brasileiro Jamil Abu Fara, de 26 anos e habitante da cidade de Hebron, estava na cerimônia e levantava um cartaz com os dizeres: “O Brasil está em nossos corações”.
Abu Fara é um dos 5 mil palestinos de cidadania brasileira que moram na Cisjordânia.
De acordo com o embaixador palestino no Brasil, Ibrahim Al Zeben, também presente no evento, o número de palestinos moradores do Brasil é de cerca de 50 mil.
Para o embaixador, os palestinos brasileiros “podem ser uma ponte para estreitar os laços entre o povo brasileiro e o povo palestino”.
O embaixador afirmou ainda concordar com o desejo do porta-voz da Presidência palestina de que Lula se torne secretário-geral da ONU.
“O presidente Lula demonstrou ser um estadista muito importante, de estatura internacional”, afirmou.
Questionado sobre a proposta dos palestinos, o assessor da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, afirmou que “não é a primeira vez que ouço essa sugestão, (o presidente francês Nicolas) Sarkozy já havia sugerido isso no passado”.
O porta-voz da Presidência palestina, Mohamed Edwan, afirmou nesta quarta-feira que espera que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja o próximo secretário-geral da Organização das Nações Unidas, cargo que atualmente é ocupado pelo sul-coreano Ban Ki-moon.
Durante a visita do presidente Lula a Ramallah, na Cisjordânia, o porta-voz do presidente palestino, Mahmoud Abbas, disse à BBC Brasil que “vemos o presidente Lula como nosso irmão”.
“Achamos que ele poderia ser um ótimo secretário-geral da ONU, pois é um homem de paz e de diálogo e sabe negociar de maneira inteligente e admirável”, disse Edwan.
“O próprio presidente Abbas também pensa assim”, acrescentou o porta-voz.
Durante a inauguração da Rua Brasil em Ramallah, os palestinos presentes aplaudiram de pé o presidente brasileiro e gritaram “Viva Lula!”.
Clique Leia na BBC Brasil: Lula inaugura 'Rua Brasil' em frente à sede da Autoridade Palestina
Para o primeiro-ministro palestino, Salam Fayad, que falou ao lado de Lula, “muitos dos que aplaudiram não entendem português, mas o presidente Lula fala uma língua universal, que todos entendem”.
Sugestão
O palestino brasileiro Jamil Abu Fara, de 26 anos e habitante da cidade de Hebron, estava na cerimônia e levantava um cartaz com os dizeres: “O Brasil está em nossos corações”.
Abu Fara é um dos 5 mil palestinos de cidadania brasileira que moram na Cisjordânia.
De acordo com o embaixador palestino no Brasil, Ibrahim Al Zeben, também presente no evento, o número de palestinos moradores do Brasil é de cerca de 50 mil.
Para o embaixador, os palestinos brasileiros “podem ser uma ponte para estreitar os laços entre o povo brasileiro e o povo palestino”.
O embaixador afirmou ainda concordar com o desejo do porta-voz da Presidência palestina de que Lula se torne secretário-geral da ONU.
“O presidente Lula demonstrou ser um estadista muito importante, de estatura internacional”, afirmou.
Questionado sobre a proposta dos palestinos, o assessor da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, afirmou que “não é a primeira vez que ouço essa sugestão, (o presidente francês Nicolas) Sarkozy já havia sugerido isso no passado”.
Recordar é viver

Interessante, só agora é que o PiG veio repercutir um fato que até a minha cahorrinha sabe.
FHC também levou Serra a inauguração
Há oito anos, o então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) também carregou José Serra (PSDB), seu candidato à sucessão e ex-ministro, para eventos do governo federal.
Em 14 de abril de 2002, quando Serra já havia deixado o Ministério da Saúde de FHC, mas antes de ser oficialmente declarado candidato pela convenção do partido, ambos estiveram na inauguração do trecho oeste do Rodoanel Mario Covas, ao lado do então governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.
Em seu discurso, Fernando Henrique fez elogios à "gestão enérgica" de Serra no ministério, especialmente sobre o desempenho do Programa Saúde da Família, e fez um apelo para que os presentes votassem no tucano.
"O povo há de entender também que a continuidade do caminho do progresso é essencial para que nossos filhos e netos possam usufruir de um Brasil melhor. Confio em que o povo de São Paulo vai continuar sabendo escolher, como sempre soube, os seus dirigentes e que o que estamos fazendo é apenas um começo, não é um interregno. Terá continuidade, pelo bem do Brasil", afirmou. FSP.
FHC também levou Serra a inauguração
Há oito anos, o então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) também carregou José Serra (PSDB), seu candidato à sucessão e ex-ministro, para eventos do governo federal.
Em 14 de abril de 2002, quando Serra já havia deixado o Ministério da Saúde de FHC, mas antes de ser oficialmente declarado candidato pela convenção do partido, ambos estiveram na inauguração do trecho oeste do Rodoanel Mario Covas, ao lado do então governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.
Em seu discurso, Fernando Henrique fez elogios à "gestão enérgica" de Serra no ministério, especialmente sobre o desempenho do Programa Saúde da Família, e fez um apelo para que os presentes votassem no tucano.
"O povo há de entender também que a continuidade do caminho do progresso é essencial para que nossos filhos e netos possam usufruir de um Brasil melhor. Confio em que o povo de São Paulo vai continuar sabendo escolher, como sempre soube, os seus dirigentes e que o que estamos fazendo é apenas um começo, não é um interregno. Terá continuidade, pelo bem do Brasil", afirmou. FSP.
segunda-feira, 15 de março de 2010
quarta-feira, 10 de março de 2010
As virtudes da Dilma

Por JOÃO LUIS XAVIER
Chega de preconceito: Dilma Rousseff é uma excelente candidata à Presidência da República. Talvez a melhor entre os que estão no jogo. Poderia, quem sabe, ter as preocupações ecológicas de Marina Silva. Aí ela seria perfeita. Diz-se que não tem experiência eleitoral. Pouco importa. Sempre é tempo de começar. Afirma-se que ela não tem experiência administrativa. Tem muito mais, por exemplo, do que Luiz Inácio quando foi eleito. É economista. Já foi secretária da Fazenda de Porto Alegre, secretária de Minas, Energia e Comunicação do Rio Grande do Sul, ministra de Minas e Energia e da Casa Civil.
Tem, na verdade, um extenso currículo. Quais os seus defeitos então? É antipática, de faca na bota, esquerdista e foi guerrilheira. Simpatia é papo de marqueteiro. Os preconceitos contra Luiz Inácio incluíam o fato de ele não ter um dedo, não ter formação universitária, dizer, vez ou outra, "menas" e "a nível de" e querer redistribuir renda no Brasil. Hoje, o "analfabeto", depois de quase oito anos de governo, tem quase 80% de aprovação popular, o melhor nível da economia brasileira nos últimos 30 anos, política social com sensibilidade de primeiro mundo e reconhecimento internacional de matar de inveja ao doutor FHC. No meio do caminho, claro, tinha um mensalão. Quem não tem um que jogue a primeira pedra. Falta denunciar a política repressiva de Cuba. O cachimbo e a foice entortam a boca.
Dilma é competente, séria e dura na queda. Participou de assalto a banco? E daí? Era uma jovem idealista que acreditava numa sociedade melhor e lutava contra um ditadura que não se constrangeu em usar métodos medievais como a tortura para combater seus adversários. Afinal, quem tem mais do que se envergonhar? Quem assaltou banco e sequestrou por acreditar, mesmo errando, que esse era o caminho para um Brasil melhor ou quem torturou e matou para manter o Brasil sem mudanças substanciais? Dilma já encostou em Serra. Tem tudo para ultrapassá-lo assim que começar a campanha. Talvez antes. A direita está desesperada. Tenta de tudo. Nada funciona.
A elite brasileira é predadora. Ainda critica o Bolsa-Família. Tem gente que detesta o Bolsa-Família por maldade. É aquele tipo de pessoa ruim que defende o "cada um por si" e o "azar o deles se não têm o que comer, que trabalhem", mesmo não existindo emprego. Tem outro segmento social que odeia o Bolsa-Família por uma razão ainda mais egoísta: gostaria de ficar com o dinheiro destinado a esse fim. São os ricos predadores do Estado, sempre em busca de um financiamento barato ou de uma compensação por perdas no cassino econômico. A eleição de Dilma impedirá alterações profundas nessa política que vem dando certo. O povo sabe que não se mexe em time que está ganhando. Daí o bombardeio em cima da candidata.
O jogo está feito. Dilma tem fortes chances de ser a primeira mulher a governar o Brasil. Parte de bases sólidas. Nos debates, com seus conhecimentos técnicos, vai ficar longe da demagogia habitual. Certo, Dilma não tem o carisma do chefe. Tem algumas vantagens essenciais: não é corintiana nem faz metáforas futebolísticas.
Chega de preconceito: Dilma Rousseff é uma excelente candidata à Presidência da República. Talvez a melhor entre os que estão no jogo. Poderia, quem sabe, ter as preocupações ecológicas de Marina Silva. Aí ela seria perfeita. Diz-se que não tem experiência eleitoral. Pouco importa. Sempre é tempo de começar. Afirma-se que ela não tem experiência administrativa. Tem muito mais, por exemplo, do que Luiz Inácio quando foi eleito. É economista. Já foi secretária da Fazenda de Porto Alegre, secretária de Minas, Energia e Comunicação do Rio Grande do Sul, ministra de Minas e Energia e da Casa Civil.
Tem, na verdade, um extenso currículo. Quais os seus defeitos então? É antipática, de faca na bota, esquerdista e foi guerrilheira. Simpatia é papo de marqueteiro. Os preconceitos contra Luiz Inácio incluíam o fato de ele não ter um dedo, não ter formação universitária, dizer, vez ou outra, "menas" e "a nível de" e querer redistribuir renda no Brasil. Hoje, o "analfabeto", depois de quase oito anos de governo, tem quase 80% de aprovação popular, o melhor nível da economia brasileira nos últimos 30 anos, política social com sensibilidade de primeiro mundo e reconhecimento internacional de matar de inveja ao doutor FHC. No meio do caminho, claro, tinha um mensalão. Quem não tem um que jogue a primeira pedra. Falta denunciar a política repressiva de Cuba. O cachimbo e a foice entortam a boca.
Dilma é competente, séria e dura na queda. Participou de assalto a banco? E daí? Era uma jovem idealista que acreditava numa sociedade melhor e lutava contra um ditadura que não se constrangeu em usar métodos medievais como a tortura para combater seus adversários. Afinal, quem tem mais do que se envergonhar? Quem assaltou banco e sequestrou por acreditar, mesmo errando, que esse era o caminho para um Brasil melhor ou quem torturou e matou para manter o Brasil sem mudanças substanciais? Dilma já encostou em Serra. Tem tudo para ultrapassá-lo assim que começar a campanha. Talvez antes. A direita está desesperada. Tenta de tudo. Nada funciona.
A elite brasileira é predadora. Ainda critica o Bolsa-Família. Tem gente que detesta o Bolsa-Família por maldade. É aquele tipo de pessoa ruim que defende o "cada um por si" e o "azar o deles se não têm o que comer, que trabalhem", mesmo não existindo emprego. Tem outro segmento social que odeia o Bolsa-Família por uma razão ainda mais egoísta: gostaria de ficar com o dinheiro destinado a esse fim. São os ricos predadores do Estado, sempre em busca de um financiamento barato ou de uma compensação por perdas no cassino econômico. A eleição de Dilma impedirá alterações profundas nessa política que vem dando certo. O povo sabe que não se mexe em time que está ganhando. Daí o bombardeio em cima da candidata.
O jogo está feito. Dilma tem fortes chances de ser a primeira mulher a governar o Brasil. Parte de bases sólidas. Nos debates, com seus conhecimentos técnicos, vai ficar longe da demagogia habitual. Certo, Dilma não tem o carisma do chefe. Tem algumas vantagens essenciais: não é corintiana nem faz metáforas futebolísticas.
terça-feira, 9 de março de 2010
Flávio Dino:PSDB erra em insistir na tática da antiga UDN

Em meio ao debate nesta segunda (8), na Câmara dos Deputados, envolvendo parlamentares do PT e PSDB sobre a matéria de capa da revista Veja em que o secretário de finanças petista João Vaccari Neto é envolvido num esquema de desvio de dinheiro da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (BANCOOP), o deputado Flávio Dino (PCdoB-MA) prestou solidariedade ao PT e deu conselhos aos tucanos.
“Impressiona-me a esta altura do debate pré-eleitoral que queira o PSDB repetir a tática eleitoral de 2006, que foi derrotada, fugindo do debate econômico, social e pretendeu o monopólio da moral com denuncismo que remonta uma matriz bastante antiga da política brasileira, que é a UDN”, disse Dino.
Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR) afirmou que em nome da liderança não poderia deixar de falar sobre as denúncias da revista. “Caiu a casa do tesoureiro do PT. Está aqui na capa: O petista que vai cuidar das finanças da campanha da Dilma Rousseff é apontado em inquérito como pivô de um esquema que desviou dezenas de milhões de reais”, provocou o tucano.
O deputado Domingos Dutra (PT-MA) rebateu dizendo que a revista tenta requentar uma denuncia antiga e sem fundamento. Para ele, o objetivo é abafar na mídia os escândalos envolvendo os democratas, ex-PFL, que acabam prejudicando a candidatura tucana. “Tentam colocar no mesmo balaio de gato lideranças do PT”, diz Dutra para quem a grande mídia está incomodada com a possibilidade de Dilma Rousseff vencer no primeiro turno.
Efeito bumerangue
Para Flávio Dino a tática denuncista dos tucanos é suicida. Lembrou que em 2006 o PSDB perdeu a eleição ao insistir nessa linha e deve perder novamente em 2010. “O denuncismo é a superfície da luta política, os temas substantivos são aqueles que ele falou há pouco (privatizações). Eles defendem as privatizações, e é importante que digam isso ao povo, como fez, com muita honestidade, o deputado Luiz Carlos Hauly”, argumentou.
Segundo ele, caso continue no denuncismo, os tucanos podem sofrer o efeito bumerangue. “Logo adiante o mundo com sua imensa sabedoria se encarrega de transmitir lições e mostrar com dificuldades já elencadas aqui pelo Domingos Dutra como há problemas de denúncia, acusações em governos do PSDB, do DEM, como assistimos em Brasília, como assistimos na cidade de São Paulo, como assistimos no Governo do Rio Grande do Sul.”
O parlamentar aproveitou o debate para prestar solidariedade aos petistas. “Quero aqui trazer a palavra do PCdoB de solidariedade ao Partido dos Trabalhadores, aos dirigentes do PT, que conduzem esse projeto vitorioso eleitoral e que, vez por outra, são alvo de denúncia desse tipo, que visa deslocar o debate político de onde ele deve estar”, afirmou.
Dino diz que o denuncismo, essa suposta criminalização da política, a tentativa de transformar a política em caso de polícia, conspira contra a democracia brasileira
segunda-feira, 8 de março de 2010
Resolução do PT convoca militância
Em resolução aprovada pelo Diretório Nacional na última semana, o PT condena o golpismo da direita brasileira, convida os movimentos sociais a conhecerem as propostas aprovadas pelo 4º Congresso do partido, e chama a militância à mobilização porque este é o ano de reeleger o projeto de desenvolvimento iniciado pelo governo Lula em 2003.
O comando nacional partidário avalia que "os ataques contra o PT, nossas Diretrizes de Programa de Governo e nossa pré-candidata não são novidades. Nos anos 80 e 90, nas eleições de 2002 e 2006, e ao longo dos quase oito anos de Governo Lula, as forças de direita e neoliberais agiram da mesma forma". E, acertadamente, pondera que "a reeleição do presidente Lula, em 2006, sacramentou a ideia de que existe uma distinção claramente delimitada entre “opinião pública” e “opinião publicada”.
O documento também pede cautela, apesar do crescimento nas pesquisas da candidata Dilma Rousseff, ministra chefe da Casa Civil. "Ainda há um longo caminho a ser percorrido", alerta a direção petista para quem "não podemos nos acomodar com o cenário momentaneamente positivo." Para o PT e os membros do seu diretório, "este é o momento de a militância petista sair para as ruas e intensificar suas ações para reeleger nosso projeto de país".
A todos vocês, militantes e leitores, recomendo a leitura dessa resolução partidária e dos documentos aprovados durante o 4º Congresso Nacional da legenda, disponíveis no portal do PT .
O comando nacional partidário avalia que "os ataques contra o PT, nossas Diretrizes de Programa de Governo e nossa pré-candidata não são novidades. Nos anos 80 e 90, nas eleições de 2002 e 2006, e ao longo dos quase oito anos de Governo Lula, as forças de direita e neoliberais agiram da mesma forma". E, acertadamente, pondera que "a reeleição do presidente Lula, em 2006, sacramentou a ideia de que existe uma distinção claramente delimitada entre “opinião pública” e “opinião publicada”.
O documento também pede cautela, apesar do crescimento nas pesquisas da candidata Dilma Rousseff, ministra chefe da Casa Civil. "Ainda há um longo caminho a ser percorrido", alerta a direção petista para quem "não podemos nos acomodar com o cenário momentaneamente positivo." Para o PT e os membros do seu diretório, "este é o momento de a militância petista sair para as ruas e intensificar suas ações para reeleger nosso projeto de país".
A todos vocês, militantes e leitores, recomendo a leitura dessa resolução partidária e dos documentos aprovados durante o 4º Congresso Nacional da legenda, disponíveis no portal do PT .
segunda-feira, 1 de março de 2010
domingo, 28 de fevereiro de 2010
A ficção do terceiro mandato com a palavra os jornalões brasileiros
Apesar do silêncio ou da cumplicidade da mesma mídia que criou o factóide do terceiro mandato no Brasil e fez campanha contra a reeleição ou terceiro mandato de Hugo Chaves, Alvaro Uribe, da Colômbia, foi obrigado pela Justiça a desistir do terceiro mandato. A Suprema Corte considerou inconstitucional o referendo para aprovar ou não um terceiro mandato e mais do que isso: não poderá voltar ao poder como presidente, uma vez que a Constituição Colombiana não permite que ex-presidentes se candidatem depois de quatro anos.
A decisão da Corte comprovou que, além de inconstitucional, a proposta foi aprovada no Congresso via compra de votos e as assinaturas de apoio necessárias para a convocação do referendo foram obtidas por meios fraudulentos e financiamentos ilegais. Há suspeita até de dinheiro do narcotráfico.
A decisão da Corte comprovou que, além de inconstitucional, a proposta foi aprovada no Congresso via compra de votos e as assinaturas de apoio necessárias para a convocação do referendo foram obtidas por meios fraudulentos e financiamentos ilegais. Há suspeita até de dinheiro do narcotráfico.
O Estadão está desesperado:Datafolha mostra Serra na liderança e avanço de Dilma

Por que não publicar, como chamada principal, Serra cai e Dilma cresce? Ou então:Dilma empata com Serra num eventual segundo turno?
Agencia Estado
SÃO PAULO - Pesquisa Datafolha divulgada hoje mostra queda na diferença entre os pré-candidatos do PSDB, José Serra, e do PT, Dilma Rousseff, à sucessão presidencial. O levantamento publicado na edição de domingo pelo jornal Folha de S.Paulo, aponta Serra com 32% das intenções de voto; Dilma Rousseff, com 28%; o deputado federal Ciro Gomes (CE), pré-candidato do PSB, com 12%; e a pré-candidata do PV, senadora Marina Silva (AC), com 8%. Na mostra anterior da Datafolha, divulgada em dezembro de 2009, Serra tinha 37%; Dilma 23%; Ciro 13%; e Marina 8%.
A pesquisa foi realizada entre os dias 24 e 25 de fevereiro. Do total de entrevistados (2.623), 9% disseram que vão votar branco, nulo ou em nenhum dos candidatos e 10% informaram que estão indecisos. O levantamento tem margem de erro de dois pontos porcentuais para mais ou para menos.
A pesquisa também apresentou um cenário sem a presença de Ciro Gomes. Nessa simulação, aumentam para 38% as intenções de voto em Serra (ante 40% na pesquisa realizada entre 14 e 18 de dezembro); Dilma atinge 31% (ante 26% da pesquisa anterior); e Marina Silva fica com 10% (11% no levantamento de dezembro).
No cenário de segundo turno, numa eventual disputa entre Serra e Dilma, o tucano lidera com 45% das intenções de voto e a petista aparece com 41%. O levantamento realizado em dezembro apontava Serra com 49% das intenções de voto e Dilma com 34%. Em outro cenário de segundo turno, Dilma vence com 48%, contra 26% de Aécio.
De acordo com o Datafolha, o pré-candidato Serra registra o maior índice de rejeição entre os presidenciáveis, com 25%; seguido de Dilma com 23%; Ciro, com 21%; Aécio, com 20%; e Marina, com 19%. A pesquisa avaliou também o índice de aprovação do presidente Lula. Na mostra, a aprovação ficou em 73% (de ótimo e bom). Na pesquisa de dezembro, este índice foi de 72%, o mais alto patamar de popularidade apurado pelo Datafolha
Agencia Estado
SÃO PAULO - Pesquisa Datafolha divulgada hoje mostra queda na diferença entre os pré-candidatos do PSDB, José Serra, e do PT, Dilma Rousseff, à sucessão presidencial. O levantamento publicado na edição de domingo pelo jornal Folha de S.Paulo, aponta Serra com 32% das intenções de voto; Dilma Rousseff, com 28%; o deputado federal Ciro Gomes (CE), pré-candidato do PSB, com 12%; e a pré-candidata do PV, senadora Marina Silva (AC), com 8%. Na mostra anterior da Datafolha, divulgada em dezembro de 2009, Serra tinha 37%; Dilma 23%; Ciro 13%; e Marina 8%.
A pesquisa foi realizada entre os dias 24 e 25 de fevereiro. Do total de entrevistados (2.623), 9% disseram que vão votar branco, nulo ou em nenhum dos candidatos e 10% informaram que estão indecisos. O levantamento tem margem de erro de dois pontos porcentuais para mais ou para menos.
A pesquisa também apresentou um cenário sem a presença de Ciro Gomes. Nessa simulação, aumentam para 38% as intenções de voto em Serra (ante 40% na pesquisa realizada entre 14 e 18 de dezembro); Dilma atinge 31% (ante 26% da pesquisa anterior); e Marina Silva fica com 10% (11% no levantamento de dezembro).
No cenário de segundo turno, numa eventual disputa entre Serra e Dilma, o tucano lidera com 45% das intenções de voto e a petista aparece com 41%. O levantamento realizado em dezembro apontava Serra com 49% das intenções de voto e Dilma com 34%. Em outro cenário de segundo turno, Dilma vence com 48%, contra 26% de Aécio.
De acordo com o Datafolha, o pré-candidato Serra registra o maior índice de rejeição entre os presidenciáveis, com 25%; seguido de Dilma com 23%; Ciro, com 21%; Aécio, com 20%; e Marina, com 19%. A pesquisa avaliou também o índice de aprovação do presidente Lula. Na mostra, a aprovação ficou em 73% (de ótimo e bom). Na pesquisa de dezembro, este índice foi de 72%, o mais alto patamar de popularidade apurado pelo Datafolha
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Dois pesos e duas medidas. Sempre
Convido vocês a uma reflexão, uma análise do tratamento que a Folha de S.Paulo, as agências internacionais, enfim, toda a mídia, em geral, conferem à questão do terceiro mandato do presidente da Colômbia, Álvaro Uribe. Que diferença em relação à cobertura dada a um hipotético terceiro mandato do presidente Lula e à eleições, consultas, plebiscitos e referendos relacionados ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez!
Lembram do escândalo que a mídia toda armou e os factóides que criaram no Brasil em torno desse assunto? Inventaram que o presidente Lula e o PT queriam o terceiro mandato e sustentaram isso por anos e anos em cima de nada porque o governo e o partido nunca tomaram uma única iniciativa nesse sentido. Moveram guerra semelhante contra os presidentes da Bolívia, Evo Morales; do Equador, Rafael Corrêa e não dão trégua nunca ao presidente Chávez.
Já em relação às iniciativas pró-terceiro mandato do conservadoríssimo prefeito de Nova York, Michael Bloomberg (Partido Republicano) nenhuma palavra contra. Cumpriu um mandato, reelegeu-se duas vezes, cumpre assim seu terceiro período de governo com a mídia - ele próprio um grande magnata da imprensa - numa postura que vai do aplauso ao silêncio conivente com a mudança que ele promoveu na legislação eleitoral de sua cidade para reeleger-se.
Também em relação a Uribe, tratam-no como estadista. Não dá para acreditar, mas é verdade! Vejam a notícia na Folha de S.Paulo hoje com o título higiênico, limpo: "Uribe defende referendo para terceiro mandato". A tônica do noticiário tem sido sempre essa quando se trata de reeleição e terceiro mandato de mandatários da direita. Já as notícias sobre terceiro mandato dos presidentes Lula, Morales, Corrêa, Chávez jamais tiveram títulos ou textos neutros. A começar que dificilmente manchetes e reportagens sobre o assunto, quando relacionadas a eles, são neutras. Os registros já são críticos e, de preferência, iniciados pelos ataques dos seus opositores. Que parcialidade, que vergonha!
A Corte Constitucional da Colômbia divulgará entre hoje e amanhã sua decisão a respeito da proposta de referendo nacional para deliberar se Uribe poderá ou não disputar o terceiro mandato na eleição de maio deste ano. A proposta de referendo foi aprovada por Uribe em meio a denúncias de compra de votos num Congresso em que nada menos que 33 parlamentares (a maioria uribista) foram afastados sob a acusação de ligação com grupos paramilitares e com o narcotráfico. Grande parte do governo Uribe caiu, foi processada e até presa pelas mesmas acusações.
Lembram do escândalo que a mídia toda armou e os factóides que criaram no Brasil em torno desse assunto? Inventaram que o presidente Lula e o PT queriam o terceiro mandato e sustentaram isso por anos e anos em cima de nada porque o governo e o partido nunca tomaram uma única iniciativa nesse sentido. Moveram guerra semelhante contra os presidentes da Bolívia, Evo Morales; do Equador, Rafael Corrêa e não dão trégua nunca ao presidente Chávez.
Já em relação às iniciativas pró-terceiro mandato do conservadoríssimo prefeito de Nova York, Michael Bloomberg (Partido Republicano) nenhuma palavra contra. Cumpriu um mandato, reelegeu-se duas vezes, cumpre assim seu terceiro período de governo com a mídia - ele próprio um grande magnata da imprensa - numa postura que vai do aplauso ao silêncio conivente com a mudança que ele promoveu na legislação eleitoral de sua cidade para reeleger-se.
Também em relação a Uribe, tratam-no como estadista. Não dá para acreditar, mas é verdade! Vejam a notícia na Folha de S.Paulo hoje com o título higiênico, limpo: "Uribe defende referendo para terceiro mandato". A tônica do noticiário tem sido sempre essa quando se trata de reeleição e terceiro mandato de mandatários da direita. Já as notícias sobre terceiro mandato dos presidentes Lula, Morales, Corrêa, Chávez jamais tiveram títulos ou textos neutros. A começar que dificilmente manchetes e reportagens sobre o assunto, quando relacionadas a eles, são neutras. Os registros já são críticos e, de preferência, iniciados pelos ataques dos seus opositores. Que parcialidade, que vergonha!
A Corte Constitucional da Colômbia divulgará entre hoje e amanhã sua decisão a respeito da proposta de referendo nacional para deliberar se Uribe poderá ou não disputar o terceiro mandato na eleição de maio deste ano. A proposta de referendo foi aprovada por Uribe em meio a denúncias de compra de votos num Congresso em que nada menos que 33 parlamentares (a maioria uribista) foram afastados sob a acusação de ligação com grupos paramilitares e com o narcotráfico. Grande parte do governo Uribe caiu, foi processada e até presa pelas mesmas acusações.
Inchaço da máquina é mito
Um dos carros chefes do discurso da oposição demo-tucana é o inchaço da máquina pública, que chamam de aparelhamento do Estado pelo PT.
O mito não resiste a uma simples comparação entre o serviço público de São Paulo, governado pelos tucanos desde 1995, e o do federal, governado pelo PT desde 2003.
Em São Paulo, os principais cargos do governo são ocupados há 16 anos por PSDB e seus aliados, todos com carteirinha do partido e indicados por deputados ou por lideranças tucanas. Basta fazer a relação de quem é quem.
Assim, o problema apontado é o de mudar a Constituição para que os cargos de confiança sejam exclusivos de servidores públicos concursados, com a exceção mínima dos postos de confiança política —primeiro escalão do Ministério, Secretarias e autarquias.
A crítica à nomeação de sindicalistas para cargos de confiança se constitui em de grosseiro preconceito da elite tucana e de setores da sociedade acostumados a um monopólio da representação popular e dos cargos de direção e chefia no Estado, particularmente do meio acadêmico e político. Daí a rejeição ideológica e de classe à participação de trabalhadores na gestão e direção do Estado.
O que conta é como as funções estatais são geridas e a capacidade profissional e política para exercer os cargos. Se fizermos um balanço da gestão dos sindicalistas nos bancos públicos, fundos de pensão, Ministérios e mandatos parlamentares, veremos que estão à altura dos cargos, como demonstra o sucesso da Petrobras, do Banco do Brasil, da Previ, do Funcef, da Petrus, apenas para citar as mais importantes.
O dedo em riste contra o aumento de servidores públicos, na verdade, criminaliza a reorganização do Estado. O serviço público brasileiro carece de contratações, via concurso, de professores, médicos, policiais, delegados, juízes, promotores, gestores, assessores, diretores e planejadores.
Funcionários para controlar e fiscalizar a aplicação do dinheiro público e planejar, gerir e dirigir o Estado e nosso desenvolvimento, mas também para prestar serviços de Saúde, Educação, Justiça e Segurança para você, sua família, comunidade e cidade.
Esse trabalho permite melhorar o nível de vida e oferecer serviços qualificados de saneamento e habitação popular. Mas também recuperar e construir estradas, ferrovias, aeroportos e portos, gerar energia, descobrir o pré-sal, enfim, fazer o país crescer e se desenvolver, distribuindo renda e criando empregos.
Os números não mentem: em São Paulo, os demo-tucanos empregaram entre 2003-2009 novos 53.056 servidores públicos (10,92% a mais), e o Governo Federal, 87.227 (12,85% a mais).
Em 2008, São Paulo tinha 538.797 servidores, e o governo federal, 765.785, com uma diferença importante: enquanto o governo federal acabou com a política de arrocho salarial e de terceirização, o governo paulista ampliou o aperto, inclusive de aposentados, além de aumentar gratificações e bônus, introduzindo, de novo, a terceirização e os temporários, via contrato precário.
Esses são os fatos e os números que desmentem mais um mito tucano, o do inchaço da máquina pública federal.
José Dirceu, 63, é advogado e ex-ministro da Casa Civil
O mito não resiste a uma simples comparação entre o serviço público de São Paulo, governado pelos tucanos desde 1995, e o do federal, governado pelo PT desde 2003.
Em São Paulo, os principais cargos do governo são ocupados há 16 anos por PSDB e seus aliados, todos com carteirinha do partido e indicados por deputados ou por lideranças tucanas. Basta fazer a relação de quem é quem.
Assim, o problema apontado é o de mudar a Constituição para que os cargos de confiança sejam exclusivos de servidores públicos concursados, com a exceção mínima dos postos de confiança política —primeiro escalão do Ministério, Secretarias e autarquias.
A crítica à nomeação de sindicalistas para cargos de confiança se constitui em de grosseiro preconceito da elite tucana e de setores da sociedade acostumados a um monopólio da representação popular e dos cargos de direção e chefia no Estado, particularmente do meio acadêmico e político. Daí a rejeição ideológica e de classe à participação de trabalhadores na gestão e direção do Estado.
O que conta é como as funções estatais são geridas e a capacidade profissional e política para exercer os cargos. Se fizermos um balanço da gestão dos sindicalistas nos bancos públicos, fundos de pensão, Ministérios e mandatos parlamentares, veremos que estão à altura dos cargos, como demonstra o sucesso da Petrobras, do Banco do Brasil, da Previ, do Funcef, da Petrus, apenas para citar as mais importantes.
O dedo em riste contra o aumento de servidores públicos, na verdade, criminaliza a reorganização do Estado. O serviço público brasileiro carece de contratações, via concurso, de professores, médicos, policiais, delegados, juízes, promotores, gestores, assessores, diretores e planejadores.
Funcionários para controlar e fiscalizar a aplicação do dinheiro público e planejar, gerir e dirigir o Estado e nosso desenvolvimento, mas também para prestar serviços de Saúde, Educação, Justiça e Segurança para você, sua família, comunidade e cidade.
Esse trabalho permite melhorar o nível de vida e oferecer serviços qualificados de saneamento e habitação popular. Mas também recuperar e construir estradas, ferrovias, aeroportos e portos, gerar energia, descobrir o pré-sal, enfim, fazer o país crescer e se desenvolver, distribuindo renda e criando empregos.
Os números não mentem: em São Paulo, os demo-tucanos empregaram entre 2003-2009 novos 53.056 servidores públicos (10,92% a mais), e o Governo Federal, 87.227 (12,85% a mais).
Em 2008, São Paulo tinha 538.797 servidores, e o governo federal, 765.785, com uma diferença importante: enquanto o governo federal acabou com a política de arrocho salarial e de terceirização, o governo paulista ampliou o aperto, inclusive de aposentados, além de aumentar gratificações e bônus, introduzindo, de novo, a terceirização e os temporários, via contrato precário.
Esses são os fatos e os números que desmentem mais um mito tucano, o do inchaço da máquina pública federal.
José Dirceu, 63, é advogado e ex-ministro da Casa Civil
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Discurso de Dilma abala senador tucano e colunista de Veja

Numa sessão esvaziada nesta segunda (22) no Senado, o tucano Álvaro Dias (PR) aproveitou para criticar o discurso feito por Dilma Rousseff ao ser oficializada como pré-candidata do PT à sucessão de Lula. Usou o blog do colunista da Veja Reinaldo Azevedo para afirmar que a ministra mente ao dizer que o PSDB queria privatizar a Petrobras. O tucano só ignorou que, como mentor da CPI da Petrobras, recebeu documento dos engenheiros da estatal que dá detalhes sobre a investida tucana contra a empresa.
No trecho que irritou bastante o tucano e o colunista, a ministra não economiza criticas à política neoliberal e privatizante dos tucanos: “Aqui, o desastre só não foi maior, como em outros países, porque os brasileiros resistiram a esse desmonte e conseguiram impedir a privatização da Petrobrás, do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal ou de Furnas.”
Segundo o senador, não será através de mentira e da mistificação que conseguirão sepultar as conquistas anteriores. Em seguida, ele leu o que escreveu o colunista de Veja: “É uma mentira escandalosa afirmar que se tentou, alguma vez, privatizar a Petrobras, o Banco do Brasil ou a CEF. A acusação é feita de modo covarde. Quem tentou? Cadê as evidências, os documentos, as provas, os indícios que sejam? Não há nada. há apenas terrorismo.”
Investida de FHC
As evidências já eram do conhecimento de Álvaro Dias, um dos principais mentores da CPI da Petrobras. Na época, a Associação dos Engenheiros da Petrobras (AEPET) entregou a ele e os demais senadores da comissão o documento: “As 10 vezes que FHC tentou privatizar a Petrobras”. Para refrescar a memória, confira os principais pontos do manifesto:
1993 – Como ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso fez um corte de 52% no orçamento da Petrobrás previsto para o ano de 1994, sem nenhuma fundamentação ou justificativa técnica. Ele teria inviabilizado a empresa se não tivesse estourado o escândalo do orçamento, envolvendo vários parlamentares apelidados de `anões do orçamento`, no Congresso Nacional, assunto que desviou a atenção do País, fazendo com que se esquecessem da Petrobrás.
1994 – ainda como ministro da Fazenda, com a ajuda do diretor do Departamento Nacional dos Combustíveis, manipulou a estrutura de preços dos derivados do petróleo, de forma que, nos 6 últimos meses que antecederam o Plano Real, a Petrobrás teve aumentos mensais na sua parcela dos combustíveis em valores 8% abaixo da inflação. Por outro lado, o cartel internacional das distribuidoras derivados teve aumentos de 32%, acima da inflação, nas suas parcelas.
1995 – Em fevereiro, já como presidente, FHC proibiu a ida de funcionários de estatais ao Congresso Nacional para prestar informações aos parlamentares e ajudá-los a exercer seus mandatos com respaldo de informações corretas. Assim, os parlamentares ficaram reféns das manipulações da imprensa comprometida. As informações dadas aos parlamentares no governo de Itamar Franco, como dito acima, haviam impedido a revisão com um claro viés neoliberal da Constituição Federal.
Também em 1995, FHC deflagrou o contrato e a construção do Gasoduto Bolívia-Brasil, que foi o pior contrato que a Petrobrás assinou em sua história. FHC, como ministro da Fazenda do governo Itamar Franco, funcionou como lobista em favor do gasoduto. Como presidente, suspendeu 15 projetos de hidrelétricas em diversas fases, para tornar o gasoduto irreversível. Este fato, mais tarde, acarretaria o `apagão` no setor elétrico brasileiro.
Em 1995, o governo, faltando com o compromisso assinado com a categoria, levou os petroleiros à greve, com o firme propósito de fragilizar o sindicalismo brasileiro e a sua resistência às privatizações que pretendia fazer.
Durante a greve, uma viatura da Rede Globo de Televisão foi apreendida nas proximidades de uma refinaria, com explosivos. Provavelmente, pretendendo uma ação sabotagem que objetivava incriminar os petroleiros.
1995 – O mesmo Fernando Henrique comandou o processo de mudança constitucional para efetivar cinco alterações profundas na Constituição Federal de 1988, na sua Ordem Econômica, incluindo a quebra do monopólio Estatal do Petróleo.
As cinco mudanças:
1) Mudou o conceito de empresa nacional. A Constituição de 1988 havia estabelecido uma distinção entre empresa brasileira de capital nacional e empresa brasileira de capital estrangeiro. As empresas de capital estrangeiro só poderiam explorar o subsolo brasileiro (minérios) com até 49% das ações das companhias mineradoras. A mudança enquadrou todas as empresas como brasileiras. A partir dessa mudança, as estrangeiras passaram a poder possuir 100% das ações. Ou seja, foi escancarado o subsolo brasileiro para as multinacionais, muito mais poderosas financeiramente do que as empresas nacionais. A Companhia Brasileira de Recursos Minerais havia estimado o patrimônio de minérios estratégicos brasileiros em US$ 13 trilhões. Apenas a companhia Vale do Rio Doce detinha direitos minerários de US$ 3 trilhões. FHC vendeu essa companhia por um valor inferior a que um milésimo do valor real estimado.
2) Quebrou o monopólio da navegação de cabotagem, permitindo que navios estrangeiros navegassem pelos rios brasileiros, transportando os minérios sem qualquer controle;
3) Quebrou o monopólio das telecomunicações, para privatizar a Telebrás por um preço abaixo da metade do que havia gastado na sua melhoria nos últimos 3 anos, ao prepará-la para ser desnacionalizada. Recebeu pagamento em títulos podres e privatizou um sistema estratégico de transmissão de informações. Desmontou o Centro de Pesquisas da empresa e abortou vários projetos estratégicos em andamento como capacitor ótico, fibra ótica e TV digital;
4) Quebrou o monopólio do gás canalizado e entregou a distribuição a empresas estrangeiras. Um exemplo é a estratégica Companhia de Gás de São Paulo, a COMGÁS, que foi vendida a preço vil para a British Gas e para a Shell. Não deixou a Petrobrás participar do leilão através da sua empresa distribuidora. Mais tarde, abriu parte do gasoduto Bolívia-Brasil para essa empresa e para a Enron, com ambas pagando menos da metade da tarifa paga pela Petrobrás, uma tarifa baseada na construção do Gasoduto, enquanto que as outras pagam uma tarifa baseada na taxa de ampliação.
5) Quebrou o Monopólio Estatal do Petróleo, através de uma emenda à Constituição de 1988, retirando o parágrafo primeiro, elaborado pelo diretor da AEPET, Guaracy Correa Porto, que estudava direito e contou com a ajuda de seus professores na elaboração. O parágrafo extinto era um salvaguarda que impedia que o governo cedesse o petróleo como garantia da dívida externa do Brasil. FHC substituiu esse parágrafo por outro, permitindo que as atividades de exploração, produção, transporte, refino e importação fossem feitas por empresas estatais ou privadas. Ou seja, o monopólio poderia ser executado por várias empresas, mormente pelo cartel internacional;
1996 – Fernando Henrique enviou o Projeto de Lei que, sob as mesmas manobras citadas, se transformou na Lei 9478/97. Esta Lei contem artigos conflitantes entre si e com a Constituição Brasileira. Os artigos 3º, 4º e 21, seguindo a Constituição, estabelecem que as jazidas de petróleo e o produto da sua lavra, em todo o território Nacional (parte terrestre e marítima, incluído o mar territorial de 200 milhas e a zona economicamente exclusiva) pertencem à União Federal. Ocorre que, pelo seu artigo 26 — fruto da atuação do lobby sobre uma brecha deixada pelo Projeto de Lei de FHC — efetivou a quebra do Monopólio, ferindo os artigos acima citados, além do artigo 177 da Constituição Federal que, embora alterada, manteve o monopólio da União sobre o petróleo. Esse artigo 26 confere a propriedade do petróleo a quem o produzir.
No trecho que irritou bastante o tucano e o colunista, a ministra não economiza criticas à política neoliberal e privatizante dos tucanos: “Aqui, o desastre só não foi maior, como em outros países, porque os brasileiros resistiram a esse desmonte e conseguiram impedir a privatização da Petrobrás, do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal ou de Furnas.”
Segundo o senador, não será através de mentira e da mistificação que conseguirão sepultar as conquistas anteriores. Em seguida, ele leu o que escreveu o colunista de Veja: “É uma mentira escandalosa afirmar que se tentou, alguma vez, privatizar a Petrobras, o Banco do Brasil ou a CEF. A acusação é feita de modo covarde. Quem tentou? Cadê as evidências, os documentos, as provas, os indícios que sejam? Não há nada. há apenas terrorismo.”
Investida de FHC
As evidências já eram do conhecimento de Álvaro Dias, um dos principais mentores da CPI da Petrobras. Na época, a Associação dos Engenheiros da Petrobras (AEPET) entregou a ele e os demais senadores da comissão o documento: “As 10 vezes que FHC tentou privatizar a Petrobras”. Para refrescar a memória, confira os principais pontos do manifesto:
1993 – Como ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso fez um corte de 52% no orçamento da Petrobrás previsto para o ano de 1994, sem nenhuma fundamentação ou justificativa técnica. Ele teria inviabilizado a empresa se não tivesse estourado o escândalo do orçamento, envolvendo vários parlamentares apelidados de `anões do orçamento`, no Congresso Nacional, assunto que desviou a atenção do País, fazendo com que se esquecessem da Petrobrás.
1994 – ainda como ministro da Fazenda, com a ajuda do diretor do Departamento Nacional dos Combustíveis, manipulou a estrutura de preços dos derivados do petróleo, de forma que, nos 6 últimos meses que antecederam o Plano Real, a Petrobrás teve aumentos mensais na sua parcela dos combustíveis em valores 8% abaixo da inflação. Por outro lado, o cartel internacional das distribuidoras derivados teve aumentos de 32%, acima da inflação, nas suas parcelas.
1995 – Em fevereiro, já como presidente, FHC proibiu a ida de funcionários de estatais ao Congresso Nacional para prestar informações aos parlamentares e ajudá-los a exercer seus mandatos com respaldo de informações corretas. Assim, os parlamentares ficaram reféns das manipulações da imprensa comprometida. As informações dadas aos parlamentares no governo de Itamar Franco, como dito acima, haviam impedido a revisão com um claro viés neoliberal da Constituição Federal.
Também em 1995, FHC deflagrou o contrato e a construção do Gasoduto Bolívia-Brasil, que foi o pior contrato que a Petrobrás assinou em sua história. FHC, como ministro da Fazenda do governo Itamar Franco, funcionou como lobista em favor do gasoduto. Como presidente, suspendeu 15 projetos de hidrelétricas em diversas fases, para tornar o gasoduto irreversível. Este fato, mais tarde, acarretaria o `apagão` no setor elétrico brasileiro.
Em 1995, o governo, faltando com o compromisso assinado com a categoria, levou os petroleiros à greve, com o firme propósito de fragilizar o sindicalismo brasileiro e a sua resistência às privatizações que pretendia fazer.
Durante a greve, uma viatura da Rede Globo de Televisão foi apreendida nas proximidades de uma refinaria, com explosivos. Provavelmente, pretendendo uma ação sabotagem que objetivava incriminar os petroleiros.
1995 – O mesmo Fernando Henrique comandou o processo de mudança constitucional para efetivar cinco alterações profundas na Constituição Federal de 1988, na sua Ordem Econômica, incluindo a quebra do monopólio Estatal do Petróleo.
As cinco mudanças:
1) Mudou o conceito de empresa nacional. A Constituição de 1988 havia estabelecido uma distinção entre empresa brasileira de capital nacional e empresa brasileira de capital estrangeiro. As empresas de capital estrangeiro só poderiam explorar o subsolo brasileiro (minérios) com até 49% das ações das companhias mineradoras. A mudança enquadrou todas as empresas como brasileiras. A partir dessa mudança, as estrangeiras passaram a poder possuir 100% das ações. Ou seja, foi escancarado o subsolo brasileiro para as multinacionais, muito mais poderosas financeiramente do que as empresas nacionais. A Companhia Brasileira de Recursos Minerais havia estimado o patrimônio de minérios estratégicos brasileiros em US$ 13 trilhões. Apenas a companhia Vale do Rio Doce detinha direitos minerários de US$ 3 trilhões. FHC vendeu essa companhia por um valor inferior a que um milésimo do valor real estimado.
2) Quebrou o monopólio da navegação de cabotagem, permitindo que navios estrangeiros navegassem pelos rios brasileiros, transportando os minérios sem qualquer controle;
3) Quebrou o monopólio das telecomunicações, para privatizar a Telebrás por um preço abaixo da metade do que havia gastado na sua melhoria nos últimos 3 anos, ao prepará-la para ser desnacionalizada. Recebeu pagamento em títulos podres e privatizou um sistema estratégico de transmissão de informações. Desmontou o Centro de Pesquisas da empresa e abortou vários projetos estratégicos em andamento como capacitor ótico, fibra ótica e TV digital;
4) Quebrou o monopólio do gás canalizado e entregou a distribuição a empresas estrangeiras. Um exemplo é a estratégica Companhia de Gás de São Paulo, a COMGÁS, que foi vendida a preço vil para a British Gas e para a Shell. Não deixou a Petrobrás participar do leilão através da sua empresa distribuidora. Mais tarde, abriu parte do gasoduto Bolívia-Brasil para essa empresa e para a Enron, com ambas pagando menos da metade da tarifa paga pela Petrobrás, uma tarifa baseada na construção do Gasoduto, enquanto que as outras pagam uma tarifa baseada na taxa de ampliação.
5) Quebrou o Monopólio Estatal do Petróleo, através de uma emenda à Constituição de 1988, retirando o parágrafo primeiro, elaborado pelo diretor da AEPET, Guaracy Correa Porto, que estudava direito e contou com a ajuda de seus professores na elaboração. O parágrafo extinto era um salvaguarda que impedia que o governo cedesse o petróleo como garantia da dívida externa do Brasil. FHC substituiu esse parágrafo por outro, permitindo que as atividades de exploração, produção, transporte, refino e importação fossem feitas por empresas estatais ou privadas. Ou seja, o monopólio poderia ser executado por várias empresas, mormente pelo cartel internacional;
1996 – Fernando Henrique enviou o Projeto de Lei que, sob as mesmas manobras citadas, se transformou na Lei 9478/97. Esta Lei contem artigos conflitantes entre si e com a Constituição Brasileira. Os artigos 3º, 4º e 21, seguindo a Constituição, estabelecem que as jazidas de petróleo e o produto da sua lavra, em todo o território Nacional (parte terrestre e marítima, incluído o mar territorial de 200 milhas e a zona economicamente exclusiva) pertencem à União Federal. Ocorre que, pelo seu artigo 26 — fruto da atuação do lobby sobre uma brecha deixada pelo Projeto de Lei de FHC — efetivou a quebra do Monopólio, ferindo os artigos acima citados, além do artigo 177 da Constituição Federal que, embora alterada, manteve o monopólio da União sobre o petróleo. Esse artigo 26 confere a propriedade do petróleo a quem o produzir.
Documento do PT denuncia descaso de Serra com a Educação

Do Blog do Anselmo Raposo
“Do fundamental à universidade, descaso total” é o título do capítulo dedicado à Educação, no Diagnóstico da Gestão Tucana em São Paulo 2001/2010 elaborado pela bancada do PT na Assembleia Legislativa e revelado na edição de ontem de Brasília Confidencial.
Enquanto os investimentos do governo federal devem ultrapassar R$ 50 bilhões em 2010,, o documento da bancada petista revela que, no Governo Serra, o “analfabetismo e a desvalorização do magistério são os indicadores mais chocantes da falta de uma política competente em São Paulo”.
Segundo o diagnóstico, “a má qualidade do ensino” decorre da política deliberada do PSDB em economizar nos investimentos em educação e reduzir o número de escolas e salas de aulas. O PT também aponta insuficiência de bibliotecas, laboratórios e equipamentos didáticos modernos, como computadores, TVs e Dvs, além da desvalorização dos profissionais, submetidos a arrocho salarial, a más condições de trabalho e ao corte de recursos para capacitação e formação.
MENOS ESCOLAS
O documento considera grave para a Educação de São Paulo o fechamento de escolas de ensino fundamental. O número de estabelecimentos foi reduzido de 6.437, em 1996, para 5.735, durante o processo de reorganização da rede pública, quando alunos de 1ª à 4ª séries foram separados dos da 5ª a 8ª.
“Várias escolas foram fechadas sob a alegação de falta de demanda, enquanto outras apresentavam superlotação – um dos principais fatores de evasão e abandono, além de contribuir para a queda na qualidade de ensino”, afirma o diagnóstico petista.
MAIS ANALFABETOS
Outro fator decorrente da má qualidade do ensino é o chamado analfabetismo funcional de jovens, que sabem ler, escrever e calcular, mas não têm condições necessárias para ingressar no mercado de trabalho.
”No governo de José Serra, o número de crianças de oito a nove anos que não sabem ler nem escrever subiu de 56.000, em 2007, para 79.000, em 2008. Na faixa etária de 10 a 14 anos, o número cresceu de 29.000 para 51.000 e, entre jovens com mais de 15 anos, o analfabetismo funcional aumentou de 4,7%, em 2007, para 13,8%, em 2009″.
240 MIL FORA DE AULA
Os deputados estaduais do PT afirmam que a política do Governo Serra para o Ensino Médio também é desastrosa.
“De uma população estimada em cerca de 1,9 milhão de adolescentes de 15 a 17 anos em idade escolar, mais de 240.000 não frequentam os aulas, ou seja, 13,2%. O índice de aprovação é de 79,8%; o de reprovação 15%; e de abandono escolar 5,2%, o que indica que parcela significativa deles não completa essa etapa conclusiva do Ensino Básico”
REPÚDIO AO BÕNUS
O Governo Serra deixa a desejar ainda, acusa a bancada petista, na forma de remuneração de professores e funcionários de escolas. Em 2008, instituiu a Bonificação por Resultado, pago proporcionalmente ao percentual de metas atingidas, previamente fixadas.
“Os profissionais da educação repudiam a política de bônus, pois prejudica a evolução dos salários, não contempla aposentados e contribui para a redução do poder aquisitivo dos profissionais de escola”, relata o documento. O diagnóstico petista aponta ainda como prejudicial à Educação o uso excessivo de professores temporários e as constantes terceirizações de serviços que anteriormente eram prestados por concursados.
Enquanto os investimentos do governo federal devem ultrapassar R$ 50 bilhões em 2010,, o documento da bancada petista revela que, no Governo Serra, o “analfabetismo e a desvalorização do magistério são os indicadores mais chocantes da falta de uma política competente em São Paulo”.
Segundo o diagnóstico, “a má qualidade do ensino” decorre da política deliberada do PSDB em economizar nos investimentos em educação e reduzir o número de escolas e salas de aulas. O PT também aponta insuficiência de bibliotecas, laboratórios e equipamentos didáticos modernos, como computadores, TVs e Dvs, além da desvalorização dos profissionais, submetidos a arrocho salarial, a más condições de trabalho e ao corte de recursos para capacitação e formação.
MENOS ESCOLAS
O documento considera grave para a Educação de São Paulo o fechamento de escolas de ensino fundamental. O número de estabelecimentos foi reduzido de 6.437, em 1996, para 5.735, durante o processo de reorganização da rede pública, quando alunos de 1ª à 4ª séries foram separados dos da 5ª a 8ª.
“Várias escolas foram fechadas sob a alegação de falta de demanda, enquanto outras apresentavam superlotação – um dos principais fatores de evasão e abandono, além de contribuir para a queda na qualidade de ensino”, afirma o diagnóstico petista.
MAIS ANALFABETOS
Outro fator decorrente da má qualidade do ensino é o chamado analfabetismo funcional de jovens, que sabem ler, escrever e calcular, mas não têm condições necessárias para ingressar no mercado de trabalho.
”No governo de José Serra, o número de crianças de oito a nove anos que não sabem ler nem escrever subiu de 56.000, em 2007, para 79.000, em 2008. Na faixa etária de 10 a 14 anos, o número cresceu de 29.000 para 51.000 e, entre jovens com mais de 15 anos, o analfabetismo funcional aumentou de 4,7%, em 2007, para 13,8%, em 2009″.
240 MIL FORA DE AULA
Os deputados estaduais do PT afirmam que a política do Governo Serra para o Ensino Médio também é desastrosa.
“De uma população estimada em cerca de 1,9 milhão de adolescentes de 15 a 17 anos em idade escolar, mais de 240.000 não frequentam os aulas, ou seja, 13,2%. O índice de aprovação é de 79,8%; o de reprovação 15%; e de abandono escolar 5,2%, o que indica que parcela significativa deles não completa essa etapa conclusiva do Ensino Básico”
REPÚDIO AO BÕNUS
O Governo Serra deixa a desejar ainda, acusa a bancada petista, na forma de remuneração de professores e funcionários de escolas. Em 2008, instituiu a Bonificação por Resultado, pago proporcionalmente ao percentual de metas atingidas, previamente fixadas.
“Os profissionais da educação repudiam a política de bônus, pois prejudica a evolução dos salários, não contempla aposentados e contribui para a redução do poder aquisitivo dos profissionais de escola”, relata o documento. O diagnóstico petista aponta ainda como prejudicial à Educação o uso excessivo de professores temporários e as constantes terceirizações de serviços que anteriormente eram prestados por concursados.
O inferno astral de Serra

Lucia Hippolito, O Globo / Blog
“Enquanto no campo do governo tudo parece dar certo, no campo da oposição é um desastre atrás do outro.
No Congresso do PT Dilma é aclamada candidata e já escolhe o estado-maior da campanha. Tesoureiro, coordenador, marqueteiro, tudo parece estar em marcha.
O cabo eleitoral, este já foi escolhido há muito tempo, e está afiadinho, afiadinho. Nesse quadro, a escolha do vice é apenas um detalhe menor.
Nas pesquisas, Dilma vem crescendo consistentemente, alimentando a argumentação de que é possível fazer uma eleição plebiscitária.
Já no campo da oposição, o inferno astral do governdor José Serra parece não ter fim.
Estacionado nas pesquisas em 35%, pouco mais ou pouco menos, Serra desperta suspeitas, até entre tucanos de alta plumagem, de que tenha atingido seu teto. Se Dilma continuar em tendência de alta, as coisas podem ficar feias.
E os problemas se acumulam.
Primeiro, São Paulo se afoga numa enchente atrás da outra, com mortos, desabrigados, desalojados. E explicações esfarrapadas.”
Partidos se reúnem amanhã com Ciro para discutir candidatura em SP

colaboração para a Folha Online
O deputado Ciro Gomes (PSB-CE) irá se encontrar nesta quarta-feira com dirigentes de oito partidos --PSB, PT, PDT, PC do B, PTC, PRB, PSC e PTN-- para discutir a sua possível candidatura ao governo de São Paulo. A reunião ocorrerá no diretório do PSB em Brasília.
O encontro estava inicialmente marcado para o dia 11 de fevereiro, mas o deputado pediu o adiamento para depois do Carnaval. Ciro queria mais tempo, pois não tinha descartado a candidatura totalmente.
"Ele é o único nome que une todos os partidos. Se sairmos juntos, temos mais de nove minutos de televisão, o que torna a candidatura muito competitiva", afirma o presidente do PSB de São Paulo, deputado Márcio França.
A decisão, no entanto, não deve ser tomada amanhã, segundo França. Uma reunião está marcada para dia 15 de março com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando será dada a palavra final sobre o futuro de Ciro.
Segundo ele, apesar de Ciro dizer que seu desejo é concorrer à Presidência, em alguns momentos ele abre brechas para a candidatura em São Paulo.
"Os números são ingratos para ele, se sair sozinho para presidente", afirma França, lembrando que o deputado terá apenas 43 segundos de tempo de televisão. Ele avalia a candidatura de Ciro em São Paulo como uma missão dele com o partido.
O deputado Ciro Gomes (PSB-CE) irá se encontrar nesta quarta-feira com dirigentes de oito partidos --PSB, PT, PDT, PC do B, PTC, PRB, PSC e PTN-- para discutir a sua possível candidatura ao governo de São Paulo. A reunião ocorrerá no diretório do PSB em Brasília.
O encontro estava inicialmente marcado para o dia 11 de fevereiro, mas o deputado pediu o adiamento para depois do Carnaval. Ciro queria mais tempo, pois não tinha descartado a candidatura totalmente.
"Ele é o único nome que une todos os partidos. Se sairmos juntos, temos mais de nove minutos de televisão, o que torna a candidatura muito competitiva", afirma o presidente do PSB de São Paulo, deputado Márcio França.
A decisão, no entanto, não deve ser tomada amanhã, segundo França. Uma reunião está marcada para dia 15 de março com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando será dada a palavra final sobre o futuro de Ciro.
Segundo ele, apesar de Ciro dizer que seu desejo é concorrer à Presidência, em alguns momentos ele abre brechas para a candidatura em São Paulo.
"Os números são ingratos para ele, se sair sozinho para presidente", afirma França, lembrando que o deputado terá apenas 43 segundos de tempo de televisão. Ele avalia a candidatura de Ciro em São Paulo como uma missão dele com o partido.
Dilma, Lula e o PT
É realmente cansativa a cantilena sobre a preparação da Sra. Dilma para governar nosso país. Ainda me lembro na campanha em que Lula foi eleito. Os discursos eram esses: "Lula é analfabeto"; "esse cara não sabe governar nada"; "não tem experiência"; e por aí vai. As mesmas coisas agora começamos a ler nos jornais. Mas, enfim, viva a democracia.
O que não podemos deixar de tornar visível é que os conservadores estão ávidos para reencontrarem o Brasil excludente, com sua elite perversa e descompromissada. Ainda precisamos avançar muito mais para deixar o país melhor. Vejam a questão do saneamento básico.
A direita vem governando há muito tempo e nosso país é uma vergonha. Por favor, não usem o argumento de que a Sra. Dilma não sabe governar. Sabe sim e, segundo o presidente Lula, sabe comandar também. Então não sejamos hipócritas. O que incomoda a direita foi a capacidade de realização do governo Lula, governo esse que a Sra. Dilma ajudou com sua coragem e determinação.
Agora é hora de ganharmos o voto dos incrédulos, mostrando que Lula pode não ter curso superior, mas tem curso superior da vida e suas dificuldades. A escolha da Sra. Dilma é de responsabilidade do presidente Lula, e ele a escolheu entre tantos por causa de sua fidelidade e competência.
Este artigo foi escrito por Carlos Alberto de Carvalho Pinheiro, um leitor do Globo.
O que não podemos deixar de tornar visível é que os conservadores estão ávidos para reencontrarem o Brasil excludente, com sua elite perversa e descompromissada. Ainda precisamos avançar muito mais para deixar o país melhor. Vejam a questão do saneamento básico.
A direita vem governando há muito tempo e nosso país é uma vergonha. Por favor, não usem o argumento de que a Sra. Dilma não sabe governar. Sabe sim e, segundo o presidente Lula, sabe comandar também. Então não sejamos hipócritas. O que incomoda a direita foi a capacidade de realização do governo Lula, governo esse que a Sra. Dilma ajudou com sua coragem e determinação.
Agora é hora de ganharmos o voto dos incrédulos, mostrando que Lula pode não ter curso superior, mas tem curso superior da vida e suas dificuldades. A escolha da Sra. Dilma é de responsabilidade do presidente Lula, e ele a escolheu entre tantos por causa de sua fidelidade e competência.
Este artigo foi escrito por Carlos Alberto de Carvalho Pinheiro, um leitor do Globo.
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